PF prende delegado e policiais civis em operação contra o Comando Vermelho
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Anomalia no Rio de Janeiro, resultando na prisão de um delegado e dois policiais civis. Os agentes são suspeitos de integrar um esquema criminoso que favorecia traficantes ligados ao Comando Vermelho. A operação, que investiga conexões entre organizações criminosas e agentes públicos, cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Patrimônio incompatível e apartamento de luxo em flagrante
Um dos policiais civis presos, identificado como Leandro Moutinho de Deus, foi detido em um apartamento de luxo na Barra da Tijuca, com vista para o mar. As investigações apontam que seu patrimônio é incompatível com seu salário de R$ 6,9 mil mensais na Polícia Civil do Rio. Durante as buscas, foram apreendidos quase R$ 50 mil em espécie, além de celulares, armas e munição.
Delegado usava policiais para negociar propina
O delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves e seu irmão, o policial civil Franklin José de Oliveira Alves, também foram presos. Segundo a PF, o delegado intimava os traficantes e, em seguida, utilizava policiais envolvidos na quadrilha para negociar o pagamento de propinas. O objetivo seria livrar os criminosos de prestarem depoimentos, permitindo que continuassem suas atividades ilícitas mediante pagamento em dinheiro vivo.
Operação Anomalia avança contra corrupção policial
A Operação Anomalia já realizou outras prisões importantes. Na primeira fase, na segunda-feira (9), um delegado da própria PF, uma advogada e um ex-secretário estadual de Esportes do Rio foram detidos sob suspeita de favorecer um traficante internacional de drogas. Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, outro alvo da operação, já estava preso desde 2025 e era assessor do ex-deputado estadual Thiego dos Santos, o TH Joias, ambos sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho.
Reações e desdobramentos
A defesa do delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves declarou surpresa com a prisão e negou a prática de crimes. A Polícia Civil informou que irá apurar a conduta dos servidores envolvidos. A reportagem não conseguiu contato com outros citados na matéria.





