Delegado da PF detido em operação contra favorecimento a traficantes
A Polícia Federal deflagrou a Operação Anomalia nesta segunda-feira (9), prendendo o delegado Fabrizio Romano, da Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários. Ele é suspeito de receber dinheiro para beneficiar traficantes em troca de favores, incluindo a interferência em processos de refúgio de criminosos internacionais.
Advogado e ex-secretário estadual entre os alvos
As investigações apontam que o delegado recebia pedidos do advogado Alessandro Carracena, ex-secretário estadual de Esportes do Rio e ex-secretário municipal de Ordem Pública da capital. Carracena também foi preso na operação. A troca de mensagens entre os dois, encontrada no celular do advogado, revelou uma oferta de R$ 150 mil para que Romano atuasse no processo de refúgio de Gerel Palm, um traficante internacional procurado pela Interpol e preso no Rio há cinco anos.
Ligação com o Comando Vermelho sob investigação
Fabrizio Romano também teria relação com Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, um dos chefes do Comando Vermelho. O traficante e o ex-secretário Carracena já haviam sido presos em setembro de 2025. A mesma investigação já levou à prisão do ex-deputado estadual Thiego dos Santos, o TH Joias, e do presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, indiciados por suspeita de ligação com o Comando Vermelho. Bacellar está solto sob medidas cautelares.
Um foragido e defesas se manifestam
Um servidor público, que atuaria na articulação política e operacional do grupo em Brasília, está foragido. A defesa do delegado Fabrizio Romano informou que não teve acesso à decisão de prisão. O advogado de Alessandro Carracena alegou o mesmo e declarou que o trabalho de seu cliente como advogado está sendo criminalizado.





