Comissão sob investigação
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), negou veementemente que a comissão tenha divulgado material sigiloso envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração surge após o ministro Alexandre de Moraes afirmar que prints de uma conversa entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro teriam sido divulgados pela CPMI.
Defesa da legalidade
Em resposta às acusações, o senador Viana assegurou que a CPMI sempre atuou dentro dos limites legais e regimentais estabelecidos. Ele enfatizou que qualquer material obtido pela comissão segue os trâmites corretos e não infringe normas de sigilo ou confidencialidade.
Origem do material em debate
Segundo informações divulgadas, as mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes foram extraídas e periciadas pela Polícia Federal. O jornal “O Globo” reportou que o conteúdo ao qual teve acesso não se baseia em uma simples comparação de horários em blocos de notas, mas sim na extração por meio de um software específico que exibe mensagens e arquivos enviados conjuntamente. O material exibido pelo jornal inclui o número e o nome do ministro Alexandre de Moraes, que foram conferidos e checados.
Outros desdobramentos
O caso envolve outros desdobramentos, como a morte de um indivíduo descrito como “sicário” de Vorcaro, confirmada após protocolo de morte encefálica. Além disso, Moraes declarou que os prints das mensagens de Vorcaro “não constam” como direcionados a ele. Fotos de Vorcaro na prisão também circularam, mostrando mudanças em sua aparência. O caso também levanta questões sobre o uso de um jato pertencente a Vorcaro por Nikolas Ferreira para um encontro com o ex-presidente Bolsonaro em 2022.





