BRB busca STF para recuperar perdas milionárias com Banco Master
O Banco de Brasília (BRB) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) buscando reaver recursos que teriam sido destinados ao Banco Master, instituição financeira liquidada pelo Banco Central (BC) em novembro passado. A iniciativa visa recompor o patrimônio do BRB, que sofreu um rombo estimado em R$ 8 bilhões devido a transações consideradas malsucedidas com o Master.
GDF propõe repasse de imóveis para reforçar capital do BRB
Em paralelo, o Governo do Distrito Federal (GDF) busca aprovação da Câmara Legislativa para repassar nove imóveis de sua propriedade ao BRB. O valor estimado desses lotes, cerca de R$ 6,6 bilhões, seria utilizado para fortalecer o capital do banco. A proposta, no entanto, enfrenta resistência de parlamentares, que apontam lacunas nas informações sobre os valores e o uso dos imóveis. A votação do projeto ainda é incerta.
Entenda o rombo: investimentos e investigações
Entre 2024 e 2025, o BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Banco Master. Desse montante, a Polícia Federal aponta que pelo menos R$ 12,2 bilhões estão ligados a operações com fortes indícios de fraude. Há questionamentos sobre o valor real dos ativos adquiridos pelo BRB, uma vez que, com a liquidação do Master, muitos desses ativos foram retidos e não integraram o patrimônio do banco distrital. O Ministério Público Federal também identificou indícios de participação dos dirigentes do BRB no suposto esquema fraudulento.
Assembleia de acionistas e plano de capitalização
Enquanto aguarda a decisão da Câmara Legislativa, o BRB já convocou uma assembleia de acionistas para o dia 18 de março, onde será discutida a emissão de até 1,67 bilhão de ações ordinárias. O objetivo é captar recursos no mercado, com expectativa de aumentar o capital social do banco em valores que podem variar de R$ 529 milhões a R$ 8,86 bilhões. Caso a captação máxima seja alcançada, o capital social do BRB, atualmente em R$ 2,34 bilhões, poderia saltar para R$ 11,2 bilhões.





