Sobrevivência em meio ao caos
Em meio à devastação causada pelas fortes chuvas em Ubá, Minas Gerais, a empresária Edna Almeida da Silva viveu momentos de puro terror. Arrastada pela correnteza após sua casa ser inundada, ela passou três horas agarrada a um poste, vendo seus pertences e até mesmo sua cachorrinha serem levados pela água. A esperança era apenas a fé em Deus e a possibilidade de resgate. “Pedindo a Deus para sobreviver”, relatou Edna, visivelmente abalada.
A força da natureza e a perda
A força da enxurrada em Ubá causou destruição generalizada. Ruas tradicionais do comércio, como o calçadão da Rua São José, foram tomadas por entulho. Lojistas perderam estoques e muitos moradores ficaram apenas com o que vestiam. O barbeiro Vitor Paiva descreveu um cenário de “terra arrasada”, onde tudo foi levado, restando apenas a casa e os sonhos.
Serviços essenciais paralisados
A infraestrutura da cidade sofreu severos danos. A Policlínica da Prefeitura de Ubá ficou completamente inundada, com a lama chegando perto do teto, destruindo medicamentos, vacinas e prontuários. O cenário se repete na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), onde o subsolo foi devastado, resultando em um prejuízo estimado de R$ 8 a R$ 10 milhões em material bibliográfico e equipamentos de laboratório. A diretora da UEMG, Kelly da Silva, classificou o ocorrido como um “retrocesso na educação”.
A esperança e a resiliência
Apesar da tragédia, a comunidade de Ubá demonstra força e união. Mutirões de limpeza e ajuda mútua entre vizinhos marcam o espírito de resiliência. Voluntários como Sebastião Simião oferecem apoio a quem mais precisa. “Onde a gente mora não atingiu. Onde atingiu, a gente dá uma força”, disse ele. A comunidade busca se reerguer, mesmo diante de perdas incalculáveis e da incerteza do futuro.





