Ações de Investigados no BRB São Bloqueadas pela Justiça
A Justiça do Distrito Federal determinou o bloqueio e o arresto de ações do Banco de Brasília (BRB) que pertencem a indivíduos e fundos de investimento investigados na Operação Compliance Zero. A operação apura irregularidades envolvendo o Banco Master, que está em processo de liquidação extrajudicial. A decisão liminar, concedida pela 13ª Vara Cível do DF a pedido do próprio BRB, impede a venda desses ativos, avaliados em aproximadamente R$ 376,4 milhões.
BRB Busca Ressarcimento e Revela Investigação Interna
Em um fato relevante divulgado, o BRB informou o ajuizamento da ação cautelar com o objetivo de bloquear as participações societárias dos réus no próprio banco. Segundo o BRB, a medida visa possibilitar o futuro ressarcimento de prejuízos causados à instituição por operações ligadas ao Banco Master. O banco alega que os empresários investigados ingressaram em seu capital social de forma ilegal. Além disso, o BRB comunicou à Polícia Federal o envio de um relatório preliminar de sua investigação interna, conduzida pelo escritório Machado Meyer com apoio da consultoria Kroll.
Origem do Problema: Aquisições Questionáveis e Prejuízo Bilionário
O BRB está sob investigação pela aquisição de mais de R$ 12 bilhões em carteiras do Banco Master, com indícios de fraude. A estimativa inicial de prejuízo para o BRB é de pelo menos R$ 5 bilhões, valor que deve ser consolidado com a divulgação do balanço em março. A Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, levou ao afastamento e posterior demissão do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, juntamente com outros sócios e investidores, teriam adquirido cerca de 25% do capital do BRB por meio de terceiros, apontados como “laranjas”, segundo o Portal Metrópoles.
Rejeição da Compra do Banco Master e Impacto no BRB
Em setembro de 2025, o Banco Central rejeitou oficialmente a compra do Banco Master pelo BRB, após meses de análise. A operação previa a aquisição de uma participação majoritária do Master pelo BRB. O negócio já enfrentava resistência devido ao modelo de captação considerado arriscado e à qualidade dos ativos do Banco Master. O Ministério Público Federal havia alertado o BRB sobre a necessidade de comprovar a lisura dos ativos e alertado para possíveis passivos ocultos e ativos inflados. Com a rejeição do BC e o avanço das investigações, o BRB busca recompor sua liquidez e capitalização, ao mesmo tempo em que tenta garantir o ressarcimento judicial dos prejuízos.





