Será que a comunicação que você transmite corresponde a comunicação que os seus espectadores ou eleitores percebem? Mais ainda, será que ela corresponde com a comunicação que você deseja? Dessa forma, nota-se a existência de muitos conflitos entre as lideranças políticas em função da opinião pública e a opinião publicada. É fácil comunicar o que se quer, o desafio está na opinião da população diante da conduta de quem estar na posição de liderança.
Veja também:
- Relações tóxicas e torturas psicológicas – Por Uemerson Florencio
- Guerras comerciais acendem alerta para outros conflitos entre nações
- Não exponham as nossas crianças – Atenção aos pais e escolas
O que as lideranças políticas publicam nas suas redes sociais e mídia de modo geral, será que corresponde com as suas respectivas condutas perante os cidadãos? Se promete, cumpre com a palavra? A conduta na maioria das vezes é orientada em função dos interesses, por este motivo, a população se sente traída, a partir daí, muitos eleitores se opõem naturalmente ou passam a falar mal entre os seus familiares e amigos.
“A qualidade da liderança não se mede pela popularidade que gozam, mas pelos resultados que ele consegue produzir.” (Peter A. Drucker). Numa liderança política pesam alguns aspectos. A citar:
Valores pessoais é necessário ter uma causa que lhe proporcione movimento, inquietação, insatisfação, mas acima de tudo que tenha interesse pelo desenvolvimento das pessoas ou trazer para si o compromisso pelo crescimento da região como um todo. Estas lideranças políticas não devem se limitar ser o papagaio de pirata que fica pendurado no ombro do executivo municipal ou estadual. Tem lideranças que você não sabe para que veio, parece até perdida no deserto.
> Quer receber as principais notícias do Colatina em Ação no WhatsApp? Clique aqui e entre na nossa comunidade!
Há líderes que você reconhece pelas virtudes que as suas atitudes exalam, basta pensar no nome, você já associa a um valor – uma pessoa íntegra, verdadeira, responsável, bom ouvinte, respeitosa, etc. Já tem outros que você não tem condições para atribuir tais virtudes, pelo contrário, nem quero aqui citar, porque até você já tem em sua mente neste momento ao lembrar de alguns nomes.
Plano de governo – Tratado de compromisso onde estão as suas prioridades informadas em campanha, visando atender no curso da sua gestão, geralmente no período de quatro anos. Neste tempo, algumas lideranças políticas entram em contradição com o que as vezes, na empolgação da campanha eleitoral, falam o que não se deve e promete o que não se pode. Daí, eleva-se o nível de comprometimento da comunicação em público, dessa forma, a população fica na expectativa para realização e não vê acontecer ao longo do tempo. É uma postura que qualifica a reputação? Certamente que não!
Execução do plano – Toda liderança se mostra competente quando demonstra ampla capacidade de articulação e mobilização entre os seus pares no sentido de dar materialidade as soluções dos problemas reclamados ou que poderão afetar a população. Se estão contempladas a realização de obras na cidade (construção e revitalização do patrimônio público), que seja feita a vontade do planejamento com ênfase para a disponibilidade técnica, financeira, humana e material. Não devendo se esquecer de debruçar total atenção às leis de responsabilidade fiscal aplicada a cada operacionalização legal.
Aceitação, rejeição ou indiferença popular – Estes são três cenários decisivos para o imaginário popular: Quando você aceita ou acolhe bem; Quando você rejeita ou não gosta por algum motivo; Ou ainda, quando você nem aceita e nem rejeita é o clássico indiferente. Neste caso, significa que a suposta liderança política não conquistou um posicionamento na mente de muitos eleitores, restando apenas, a indiferença.
Um dos aspectos mais importantes é saber se tal liderança sabe se comunicar bem ou interagir de forma saudável e orgânica com a população. É uma pessoa que sabe se relacionar bem com os servidores públicos ou apenas força situações para ser aparentemente bem aceito por todos? Ainda sobre a comunicação a liderança deve buscar entender que nem toda propaganda comunica valores humanos ou consegue alcançar a mente e o coração da população de modo a gerar pelo menos a lembrança do nome, recall.
Resultados comunicam muito mais que os gastos em publicidade nas redes sociais ou postagens de vídeos sobre rodinhas de bate-papo. Sendo assim, em geral, a liderança política que não cumpre o que se promete ou o que é solicitado pela população, terá forte impacto em seu capital político com sérias consequências negativas sobre a sua imagem, reputação e perda da preferência de voto nas próximas eleições. As pessoas tem memória e hoje elas sabem, esperar pela hora da resposta. Isso lhe conforta ou lhe preocupa?
É muito importante realizar um treinamento em gestão da imagem, reputação e crises visando ocupar melhor posicionamento perante os seus eleitores, adversários ou grupos de pressão. Quem acredita que vive os melhores momentos por conta dos tapinhas nas costas garantido pelos seus assessores e amigos, pode estar ingressando ao vale do ego e por lá se perder.
Qual foi a última vez que você, na condição de liderança política realizou uma pesquisa de opinião pública com ampla capacidade investigativa sobre você e o seu trabalho? Vamos cuidar a partir de algumas destas reflexões? Desejo-lhe sucessos!
* Uemerson Florêncio – Escritor. Treinador, Palestrante e Correspondente Internacional onde expõe sobre a análise da linguagem corporal; Gestão da imagem, reputação e crises; E, comunicação empresarial.




