Uma mancha escura no mar, acompanhada de mau cheiro, tem preocupado moradores, banhistas e praticantes de esportes aquáticos nas praias da Ilha do Frade e da Guarderia, em Vitória, nos últimos meses. A situação foi registrada por frequentadores da região e levantou suspeitas de contaminação da água, hipótese negada pela Prefeitura, que atribui a alteração às obras da nova estação de bombeamento de águas pluviais da Praia do Canto.
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Imagens feitas com drone mostram a extensão da mancha escura na Baía de Vitória, próxima às praias da Ilha do Frade e da Guarderia. Além da mudança na coloração da água, frequentadores relatam odor forte, o que tem afastado banhistas e praticantes de atividades esportivas.
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O professor de natação Bruno Bernabé, que utiliza o local diariamente para aulas, afirmou que o problema pode estar relacionado a uma manilha localizada à beira-mar, por onde a água escoa até a praia. Segundo ele, alunos deixaram de frequentar as atividades por receio de problemas de saúde.
“Dizem que é água pluvial, mas eu não acredito. O que falta é uma análise dessa água. Alguns alunos passaram mal, tomaram remédio de verme, porque acabam engolindo água durante a atividade”, relatou.
Para o oceanógrafo Agnaldo Martins, a coloração escura e o odor podem indicar alto teor de matéria orgânica, o que levanta a possibilidade de contaminação.
“Essa água muito escura sugere presença elevada de matéria orgânica. Em uma região densamente povoada, é provável que haja, ao menos em parte, contribuição de esgoto, o que se torna um problema de saúde pública”, explicou.
Em contrapartida, o secretário municipal de Obras de Vitória, Gustavo Perin, negou que haja despejo de esgoto no local. Segundo ele, a alteração visual da água está relacionada às intervenções da nova estação de bombeamento de águas pluviais da Praia do Canto, que exigem a criação de um novo reservatório.
“O que a população vê, quando não está chovendo, é água do mar influenciada pela obra. Não é esgoto. A prefeitura faz monitoramento constante da qualidade da água e não foi identificada contaminação”, afirmou o secretário.
Apesar da explicação oficial, moradores e usuários da área defendem a realização de análises independentes para garantir a segurança ambiental e sanitária da região.
Crédito: Com informações de A Gazeta




