O desfecho do inquérito sobre a morte de Matheus da Silva Rodrigues, de apenas 13 anos, traz detalhes que parecem saídos de um pesadelo. A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) concluiu que o adolescente não estava sozinho quando se afogou em uma lagoa no bairro Morada da Barra, em Vila Velha. Pelo contrário: cinco amigos presenciaram tudo e, em uma decisão inexplicável, foram embora sem pedir ajuda.
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O Pacto de Silêncio
Segundo o delegado Adriano Fernandes, da DHPP de Vila Velha, o grupo de jovens (com idades entre 12 e 16 anos) chegou a tentar localizar Matheus após ele submergir. Ao falharem na busca, o pânico ou a negligência tomou conta: eles simplesmente abandonaram o local.
O que mais revolta a comunidade é que nenhum dos presentes acionou o socorro, contatou os familiares ou avisou as autoridades. Matheus foi inicialmente tratado como desaparecido, até que seu corpo foi encontrado sem vida na lagoa.
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Consequências Jurídicas
A investigação aponta que os cinco adolescentes cometeram um ato infracional análogo ao crime de omissão de socorro. O caso agora está nas mãos da Vara da Infância e da Juventude, que decidirá as medidas socioeducativas cabíveis.
O episódio serve como um alerta brutal sobre a responsabilidade e o valor da vida, deixando uma pergunta no ar: como o medo de “se meter em confusão” pode superar a vontade de salvar um amigo?





