Colatina em Ação
  • Brasil
  • Cultura
  • Educação
  • Polícia
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Fale conosco
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Colatina em Ação
  • Brasil
  • Cultura
  • Educação
  • Polícia
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Fale conosco
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Colatina em Ação
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Pague sua passagem usando o PIX Pague sua passagem usando o PIX Pague sua passagem usando o PIX
Inicio Direitos Humanos

Filme Rejeito aborda violência que a mineração leva a cidades mineiras

Colatina em Ação por Colatina em Ação
5 de novembro de 2025
Em Direitos Humanos
59 3
0
74
COMPARTILHAMENTOS
1.2k
VISUALIZAÇÕES
Compartilhar no FacebookCompartilhar no Twitter


Logo Agência Brasil

Estreou na última semana nos cinemas nacionais o documentário Rejeito, dirigido por Pedro de Filippi.

Filmado e produzido durante quatro anos, o filme aborda o cotidiano das comunidades de pequenas cidades de Minas Gerais que tem intensa atividade mineradora, como Socorro e Barão de Cocais, e tem tido boa acolhida em festivais nacionais e internacionais que valorizam temas ambientais.

Notícias relacionadas:

  • Desastre de Mariana completa 10 anos e moradores ainda buscam justiça .
  • Caminhos da Reportagem volta a Mariana dez anos após tragédia.

A obra, que circula desde 2023 em festivais, acompanha o cotidiano dos moradores e abre espaço para suas falas e para a discussão de como o medo da repetição de desastres como o de Mariana é usado como instrumento para pressionar pela saída de comunidades inteiras, entregando os territórios para a expansão das atividades de mineração.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Terrorismo de barragens

O assédio a essas comunidades é o tema que guia o diretor, além de suas estratégias para continuar lutando pelo direito à existência em regiões nas quais elas estão há dezenas de anos.

Essa investigação foi feita em parceria com uma das líderes comunitárias que se levanta contra a pressão das empresas, a ambientalista Maria Tereza Corujo, a Teca, que acompanha o tema desde os anos 1990.

Segundo ela, a atuação das mineradoras no estado coopta o poder público, destrói recursos naturais e ignora os interesses dos moradores, dividindo comunidades e famílias. 

“O que a gente viu, isso é categórico, em Socorro, a gente sempre vê esse movimento de aquisição e através de uma divisão dessas comunidades, até geográfica. Irmãos foram realocados em casas em bairros distantes. Houve reuniões com advogados separados. Intrigas. Literalmente separar para dividir. Hoje, em Socorro, 90% já é da Vale. A previsão para voltar [a comunidade foi esvaziada às pressas após um alerta de risco de rompimento de barragem] de 2023 foi estendida para 2029”, explica Teca, contando um dos casos mais importantes do filme e do estado, à Agência Brasil.

Segundo ela, essa comunidade sofre uma série de pressões para vender as terras a preços baixos, com deslocamento dos moradores da região, descaracterizando sua ocupação e deixando a administração do território, na prática, aos interesses dos empreendimentos de mineração, que expandem seus projetos com mais facilidade após a ausência de ocupação.

Esse processo de uso do risco iminente como instrumento para deslocar pessoas e descaracterizar comunidades é o chamado “terrorismo de barragens”, termo que resume a estratégia denunciada na obra.

# # #

“É uma estratégia antiga do capitalismo, de apropriação por acumulação. O medo causado pelo próprio setor da mineração, somado aí os rompimentos também, mas não só eles, como uma ferramenta para legitimar a expansão da mineração, principalmente em territórios que ela não consegue acessar sem evacuar [os moradores]”, diz o diretor do filme, Pedro Filippi. 

Para ele, o tema é central e preocupante, assim como a inserção dos interesses das empresas no poder público, desnudado recentemente na Operação Rejeito, da Polícia Federal.

“Então, o terrorismo de barragem vem como uma estratégia para contornar algo que seria quase impossível de se conseguir.”

Exibição

O primeiro público de Rejeito foram as próprias comunidades. Filippi voltou aos lugares onde filmou e, com as lideranças entrevistadas e os moradores, além de um projetor, fez as primeiras exibições, em lugares como Barão de Cocais e Itabira.

Ele ainda pretende passar por sete municípios que são assediados pelo Projeto Apolo – hoje o maior empreendimento de mineração na região central do estado, com potencial para se tornar o maior projeto de mineração de ferro do país. Áreas de Mariana e Brumadinho também devem receber sessões comunitárias.

“Eu não prometo nada, principalmente para as comunidades onde eu atuo. Eu não acho que o filme tenha esse poder de trazer promessa, nem um poder de transformação isoladamente. Ele é mais uma das expressões, entre as várias expressões de um movimento de resistência muito grande em Minas Gerais.”

Rejeito estreou na semana passada no circuito comercial paulistano, onde deve ficar na primeira quinzena de novembro, data escolhida pela proximidade dos dez anos do rompimento da barragem de Mariana.

Desde sua finalização, há dois anos, circulou por festivais de temática ambiental, no Brasil e no exterior, além de passar pelo festival do Rio. 

Posição da Vale

Principal mineradora em Minas Gerais, a Vale foi procurada pela reportagem e se posicionou, em relação às acusações de desrespeito às comunidades. 

A empresa afirmou, por meio de sua assessoria, que tem avançado continuamente para mitigar os impactos de suas operações nos territórios onde atua, promovendo um relacionamento construtivo e respeitoso.

Para isso, mantém canais de diálogo abertos e promove o engajamento ativo das populações locais nos processos de tomada de decisão. A empresa articula diferentes áreas internas para gerenciar riscos, apoiar o desenvolvimento local e fortalecer relações baseadas na transparência e na confiança.

Segundo a nota, “a empresa atua tanto no contexto da reparação de Brumadinho quanto em suas operações regulares, priorizando a gestão de riscos e impactos e respeitando os direitos e as especificidades socioculturais dessas comunidades”.

Destacou também o investimento em cultura, com apoio a artistas locais, projetos de cultura popular, resgate e conservação de patrimônio histórico e a criação de um museu em Mariana.

 

Compartilhamento30Tuitar19
Colatina em Ação

Colatina em Ação

Jornalista levando informações de Colatina para o mundo.

Leia também ...

Bullying e cyberbullying avançam no Brasil e expõem falhas na proteção de crianças e adolescentes

por Colatina em Ação
2 semanas Passado
0
Bullying e cyberbullying avançam no Brasil e expõem falhas na proteção de crianças e adolescentes - Foto: Freepik

O ambiente escolar, historicamente associado ao aprendizado e à socialização, tem se tornado também palco de uma violência silenciosa e persistente: o bullying. Potencializado pelas redes sociais e...

Leia mais

Cartórios de Colatina lançam plataforma digital de reconhecimento de paternidade

por Colatina em Ação
4 semanas Passado
0
Cartórios de Colatina lançam plataforma digital de reconhecimento de paternidade - Foto: Freepik

Os Cartórios de Registro Civil de Colatina passam a permitir que pais reconheçam filhos pela internet — e que mães iniciem o processo de investigação de paternidade de...

Leia mais

Lula sanciona pacote de leis para endurecer o combate à violência contra as mulheres

por Colatina em Ação
1 mês Passado
0
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), um conjunto de três novas leis destinadas a fortalecer os mecanismos de proteção às mulheres e punir...

Leia mais

Neutralidade autoritária: Suíça foi destaque no apoio à ditadura

por Colatina em Ação
1 mês Passado
0

De camisa polo, sentado em uma varanda, cercado de folhagens tropicais e a três dias do verão carioca de 1970, o empresário suíço Anton Von Salis, então presidente...

Leia mais

Suíça monitorou e perseguiu brasileiros contrários à ditadura

por Colatina em Ação
1 mês Passado
0

“Fui torturado por quatro dias. Quase sem parar. Não saí da câmara de tortura”. Era assim que o jovem estudante brasileiro, exilado na Suíça, Jean Marc Von der...

Leia mais

Publicidade

Pesquise por Categoria

  • Brasil
  • Cidade
  • Culinária
  • Cultura
  • Direitos Humanos
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Geral
  • Internacional
  • Justiça
  • Meio Ambiente
  • Moda
  • Polícia
  • Política
  • Saúde
  • Sem categoria
  • Tecnologia
  • Últimas Notícias
# # #
  • Aviso Legal
  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Políticas de Cookies
  • Quem somos
  • Termos de Uso
Whatsapp: (27) 99840-1311

© 2025 Desenvolvido por Colatina em Ação - Hospedado no Brasil por Gen3 .

Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Brasil
  • Cultura
  • Educação
  • Polícia
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia

© 2025 Desenvolvido por Colatina em Ação - Hospedado no Brasil por Gen3 .

Bem-vindo Novamente!

Faça login na conta

Esqueci a Senha

Recuperar sua senha

Insira os detalhes para redefinir a senha

Entrar
Este site utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este website, você está concordando e com à utilização de cookies. Saiba mais em Política de Privacidade.