Com a chegada da colheita do café, uma época de intensa atividade nas lavouras do interior do Espírito Santo, aumenta também o risco de acidentes com animais peçonhentos como cobras, aranhas e escorpiões. O Hospital Estadual Sílvio Avidos (HMSA), em Colatina, referência no atendimento a esses casos, já registrou 72 ocorrências de janeiro a maio em 2025, acendendo um alerta para os trabalhadores rurais e moradores da região.
Em um dos casos mais recentes, um trabalhador rural deu entrada no HMSA em estado grave após ser picado por uma jararaca, uma das cobras mais venenosas do Brasil. Graças à agilidade no socorro, o atendimento completo, incluindo a aplicação do soro antiofídico, foi iniciado em menos de 30 minutos, um tempo crucial para a recuperação do paciente.
A equipe médica do HMSA enfatiza que a rapidez no socorro é um fator decisivo para o sucesso do tratamento e para evitar complicações graves e sequelas. A demora na busca por atendimento pode agravar o quadro clínico e dificultar a recuperação.
O que fazer em caso de picada: Orientações do Ministério da Saúde
Diante de um acidente com cobra, aranha ou escorpião, seguir as orientações do Ministério da Saúde é fundamental para garantir a segurança da vítima e otimizar o tratamento.
O que fazer:
- Lave o local da picada apenas com água ou com água e sabão.
- Mantenha a pessoa deitada e calma. Evite que ela se movimente excessivamente para não acelerar a absorção do veneno.
- Hidrate a vítima oferecendo água para beber, se ela estiver consciente.
- Retire anéis, pulseiras, sapatos e qualquer objeto apertado do membro afetado, pois ele pode inchar.
- Eleve o membro picado em relação ao corpo, se possível.
- Procure o serviço médico mais próximo o mais rápido possível. O soro antiofídico é o único tratamento eficaz e deve ser administrado em ambiente hospitalar, sob supervisão médica.
- Se for seguro, fotografe o animal ou observe suas características (cor, tamanho, tipo de manchas) para ajudar na identificação e na escolha do soro correto.
O que NÃO fazer (mitos e práticas perigosas):
- NÃO faça torniquete ou garrote: Isso pode dificultar a circulação sanguínea, concentrar o veneno e levar à necrose.
- NÃO fure, corte, queime, esprema ou faça sucção no local da picada: Essas ações não removem o veneno e podem causar infecções graves.
- NÃO coloque folhas, pó de café, fumo, terra, pomadas ou urina no local da picada, pois podem causar infecções e não têm eficácia contra o veneno.
- NÃO ingira bebida alcoólica, querosene ou fumo.
- NÃO tente capturar o animal se não for totalmente seguro. Priorize o atendimento à vítima.
- NÃO aplique ou tome medicamentos sem orientação médica.
A prevenção e o conhecimento sobre o que fazer em caso de acidente são as melhores ferramentas para garantir a segurança de todos, especialmente durante as atividades agrícolas.
Quer receber nossas notícias 100% gratuitas pelo WhatsApp? Clique aqui e participe do nosso grupo de notícias!





