Um policial penal de Aimorés, Minas Gerais, foi preso na manhã deste domingo (7) após ameaçar motoristas de aplicativo no bairro São Silvano, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. O suspeito teria sacado uma arma e apontado contra as vítimas após discordar do valor da corrida praticado por dois motoristas de aplicativo.
Segundo informações da Polícia Militar, as vítimas relataram que estavam em uma padaria do bairro quando o suspeito, que estava sentado em uma mesa próxima, começou a discutir sobre o valor das corridas de aplicativo. A situação se agravou quando o homem, mesmo sentado, disse ser policial, sacou a arma da cintura, “engatilhou” e disse que os preços praticados pelas vítimas eram “um roubo”. Ele ainda ameaçou prendê-los.
Após as ameaças, o suspeito guardou a arma na cintura, mas continuou com comportamento intimidatório. Diante disso, as vítimas acionaram a Polícia Militar. Quando os policiais chegaram ao local, o suspeito já havia deixado a padaria, mas foi encontrado a cerca de 30 metros do local, onde consumia bebida alcoólica com outras pessoas. Ao avistarem o suspeito, os policiais perceberam que ele estava com a arma à mostra por cima da camisa na cintura.
O policial penal foi abordado e conduzido à 15ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Colatina pela Polícia Militar. Durante a abordagem, o suspeito confessou ter passado a noite bebendo e confirmou os fatos narrados pelas vítimas. A Polícia Militar apreendeu a pistola calibre 9mm que estava com ele, carregada com 11 munições intactas.
Na Delegacia Regional de Colatina, o policial penal foi autuado em flagrante por ameaça e assinou um Termo Circunstanciado (TC), comprometendo-se a comparecer em juízo. Em seguida, ele foi liberado.
Ações das Autoridades
A Polícia Civil do Espírito Santo informou que o caso está sendo investigado e que as medidas cabíveis serão tomadas.
Já a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), informou que tomou conhecimento do caso e que está acompanhando os desdobramentos da ocorrência. A pasta ressaltou que o fato ocorreu fora do horário de trabalho do servidor e que “não compactua com quaisquer desvios de conduta dos seus profissionais”. A Sejusp também informou que todas as situações são acompanhadas com rigor e que as medidas administrativas cabíveis serão tomadas, dentro do processo legal, garantindo sempre o direito à ampla defesa e ao contraditório.
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