Carol Inácio - Foto: Rede Social
Cidades

Militante do Movimento Negro de Colatina sofre racismo nas redes sociais

Carol Inácio foi inserida em um grupo de WhatsApp no qual foi chamada de “negra porca”

Portal Colatina em Ação – 10 de agosto de 2021

Carol Inácio – Foto: Rede Social

A militante do Movimento de Mulheres Negras de Colatina (noroeste do Estado), Carol Inácio, registrou Boletim de Ocorrência (BO) nessa segunda-feira (9), após ter sofrido pela segunda vez ataques racistas nas redes sociais. Carol, que também é afroencer, termo que, como explica, é uma mistura de afro com influencer, tem um perfil no Instagram, o @afrocarol. Nele, aborda temas como feminismo negro e empoderamento feminino, o que acredita ter motivado as agressões.

O ato de racismo ocorreu nesse domingo (8), quando Carol foi inserida em um grupo de WhatsApp chamado Realities Red Pill Opressor, com cerca de 130 pessoas. No grupo, consta a seguinte descrição: “Somos homens, brancos, hetero normais, devido a isso te oprimimos, né? Portanto, assuma seu lugar de inferioridade total”. Abaixo da descrição, constam frases como “gayzismo é doença” e “feminismo é lixo”. Nas mensagens enviadas para o grupo, Carol afirma ter sido chamada de “negra porca”, além de os participantes escreverem que “negro fede”.

Carol afirma ter ficado muito abalada com o ocorrido e que não dormiu de domingo para segunda, mas que agora está tranquila, pois tem recebido apoio dos movimentos sociais, advogados e do mandato da vereadora de Vitória, Camila Valadão (Psol), que é sua colega de partido. “Queria que as pessoas tivessem mais respeito pela gente que é preta, que tem cabelo crespo, que tem uma orientação sexual diferente”, desabafa.

O trabalho que faz na internet, destaca, é “árduo, de muita luta”, mas deve continuar. “Porém, dizer que está sendo fácil, não está”, lamenta.

Esta não foi a primeira agressão sofrida por Carol. Ela recorda que em 22 de julho, após postar um vídeo de sua mãe e sua tia se vacinando contra a Covid-19 e gritando “Viva o SUS!” e “Fora, Bolsonaro!”, ela foi inserida em um grupo de WhatsApp chamado “Abaixo o Negrismo”, com cerca de 30 pessoas, no qual a postagem dela foi publicada.

Carol relata que saiu do grupo e depois recebeu uma mensagem de uma pessoa que estava nele, perguntando “e aê?”, mas a bloqueou. Posteriormente, outra pessoa que estava no grupo enviou prints das mensagens enviadas para a militante Movimento de Mulheres Negras de Colatina, após Carol ter bloqueado. De acordo com a afroencer, nos prints sua tia e sua mãe eram chamadas de “imundas” e “dois lixos”. Além disso, foi dito que ela “paga de militante e saiu do grupo porque não quer debate”.

Fonte: Século Diário

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