Portal Colatina em Ação – 09/09/2020

No mar, eles tentam repetir os movimentos, ainda que desajeitados. Essa aproximação pode ser comparada ao colo que a mãe dá para um filho.
“A mãe tem um cuidado bem próximo do filhote. Às vezes, ele se aproxima da embarcação, mas ela tenta mantê-lo distante. É um comportamento protetivo. E a gente também observa que é um momento de amamentação. É o único da espécie que se alimenta aqui, o filhote”, conforme explicou o oceanógrafo Paulo Rodrigues.
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A concentração de jubarte é maior no extremo Sul da Bahia e no Norte do Espírito Santo, na plataforma de Abrolhos. Mas, aos poucos, elas estão retomando seu espaço.
Já há aparição das jubarte desde o Rio Grande do Norte até o litoral de São Paulo. Nas últimas décadas, a população aumentou 10% a cada ano.
“A gente teve uma história de crescimento da população após o período de caça. Existiam menos de mil baleias, essa população se recuperou. A cada ano, foi ficando maior o número de encalhes, muito devido à recuperação da população”, conforme disse Rodrigues.
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Agora, os estudos também se voltam para o motivo dos encalhes, já que preservar a vida das baleias garante o equilíbrio ecológico no oceano e a manutenção do ciclo de reprodução da espécie.
Praias brasileiras
Este ano, 48 jubarte encalharam nas praias brasileiras. A maioria dos encalhes é de filhotes, que às vezes nascem fracos ou doentes. Entretanto, há outras causas, conforme explica o especialista.
“Podem ser causados pela rede de pesca, pelo atropelamento. A gente sempre estuda isso, e os estudos podem indicar a causa e a gente atua para reduzir essas ameaças”, conforme Rodrigues.
De acordo com o Projeto Baleia Jubarte, este ano já foram 15 encalhes no nosso litoral, é o maior número do país. Seguido do litoral baiano, com 13 encalhes.
Caso alguém encontre então algum animal encalhado, entre em contato com o projeto ou com a Secretaria de Meio Ambiente do município.
Fonte: G1 ES





