Estudo divulgado pela plataforma Webmotors mostrou que as buscas on-line por financiamento de veículos cresceram 50% entre junho do ano passado e junho deste ano, ultrapassando a marca de 16 milhões de pesquisas no período. Em um primeiro momento, o estudo confirma algo já conhecido: a paixão do brasileiro por veículos. Os números mostram que, mesmo diante de um cenário de juros altos, o financiamento parece ser a primeira opção na hora da compra ou da troca de automóveis.
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Contando com um guia do investidor iniciante, é possível focar em investimentos com o intuito de fazer os juros trabalharem a favor desse. O financiamento tradicional pode dobrar o custo final do veículo. A dica não é retirar o valor investido para pagar o veículo à vista, mas sim usar o rendimento do investimento, ou seja, os juros gerados por ele, para cobrir as parcelas do financiamento do automóvel.
Juros de investimentos podem ajudar a pagar financiamento de carro
Investir em alternativas seguras e rentáveis auxilia a acumular valores, ao longo de doze meses ou mais, que podem ser empregados para que você financie seu veículo de forma planejada. Assim, é possível reduzir o custo de um carro novo por meio de investimentos que trazem rentabilidade. É pensar em receber os juros e não apenas pagá-los.
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Um financiamento de 60 meses para um veículo no valor de R$ 150 mil, preço médio de um 0 km, com taxa mensal de 1,49% e sem nenhuma entrada, cada parcela ficaria em R$ 3,8 mil. No final, o comprador terá desembolsado R$ 228 mil, sendo R$ 78 mil referentes a juros. Dados recentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), apontam que, na esteira da elevação da Selic, os juros para aquisição de veículos atingiram um patamar extremamente elevado, com taxa no financiamento de pessoa física já em 27,6% ao ano.
Por meio de uma estratégia correta de investimentos, é possível comprar um veículo pagando uma fração do que seria pago em um financiamento. Mesmo com a escolha de uma carteira mais conservadora, os juros compostos irão ajudar.
Segurança na aplicação
Para investimentos com prazo de doze meses, segundo especialistas do setor, é importante considerar três variáveis: o rendimento, impostos e a segurança da aplicação. Para tanto, há investimentos conservadores, que oferecem segurança e liquidez diária.
O Tesouro Selic tem rendimento estável e garantia do governo, com a alta da Selic, paga bons retornos. Já as CDBs com liquidez diária entregam retornos superiores à poupança. Os emitidos por bancos sólidos costumam pagar 85% do CDI, enquanto bancos digitais, em especial, podem oferecer taxas ainda mais atrativas,muitas vezes acima de 100% do CDI. Os fundos de renda fixa têm baixas taxas de administração e trazem diversificação porque investem em diversos produtos do mercado de renda fixa. Já as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são isentas do Imposto de Renda sobre ganhos e pagam em torno de 85% do CDI.
Essas alternativas garantem proteção ao capital contra flutuações da renda variável, além de deixarem o recurso disponível no momento da compra porque têm liquidez diária e podem ser sacados a qualquer momento.
Perfil do investidor determina tipo de aplicação
Dependendo do que o investidor dispõe em termos financeiros, ele pode escolher, por exemplo, entre aplicação única em renda fixa ou aplicação mensal em renda fixa. Ou seja, segundo recomendações de investimentos da B3 (Bolsa de Valores – São Paulo) , dependendo do seu perfil, ele irá escolher o investimento que mais lhe atende.
No caso de quem tem alguma reserva, é possível chegar ao valor de R$ 150 mil em doze meses investindo em produtos de renda fixa que pagam 14% ao ano, como o Tesouro Direto, por exemplo. Neste caso, seria preciso investir cerca de R$ 134 mil de uma só vez, em aplicação única, e esperar doze meses para sacar os R$ 150 mil.
Já no caso do investidor que não conta com nenhuma reserva, a opção pode ser aplicar cerca de R$ 12 mil por mês durante doze meses, a fim de alcançar os R$ 150 mil. Isso significa acumular R$ 144 mil com as aplicações e ganhar R$ 6 mil em rendimentos, considerando produtos de renda fixa com taxa média de mercado. Aqui, o valor mensal pode cair se o investidor tiver alguma reserva inicial para fazer a primeira aplicação.
A renda variável oferece maior rentabilidade, mas também apresenta maiores incertezas, sendo indicada a investidores mais experientes e cientes dos riscos. Como aqui se trabalha com uma possível incerteza, há opção de montar uma carteira de investimentos com produtos de classes diversificadas, acompanhado de estratégias que permitam maiores ganhos e proteções contra perdas, caso ocorra alguma baixa nas ações.
Ampliar o tempo de investimento, ultrapassando a marca dos doze meses, é outra opção para ganhar mais dinheiro e manter a segurança. O Tesouro Direto, por exemplo, oferece várias opções de investimentos com retornos elevados.
Além do Tesouro Selic, título emitido pelo Tesouro Nacional, há opções que podem ser mais rentáveis no médio prazo. É possível, por exemplo, fazer aportes em papéis como o Tesouro Prefixado, que oferece uma taxa fixa de remuneração anual. A modalidade conta com várias opções de vencimentos, com prazos de três, cinco ou dez anos.





