A brutalidade do crime que vitimou o trabalhador rural Roberto Carlos Alves Oliveira, de 58 anos, deixou em choque a comunidade de Santa Luzia do Córrego Azul, no Noroeste do Espírito Santo. Morto a golpes de foice na última quinta-feira (22), Roberto foi descrito pela família como um homem alegre e dedicado ao ofício que amava.
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Emocionada, a filha da vítima, expressou a dor de perder o pai de forma tão violenta. “Meu pai foi assassinado trabalhando. Ele não tinha rixa com ninguém, todo mundo gostava dele”, afirmou. Para ela, o momento do reconhecimento no Serviço Médico Legal (SML) foi o ápice de um pesadelo: “Foi devastador. Uma covardia o que fizeram”.
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O Mistério Sobre o Autor
O principal suspeito do crime é um colega de trabalho de Roberto, cuja identidade ainda é desconhecida até mesmo pelos familiares da vítima. Segundo relatos colhidos pela Polícia Militar, o suspeito teria usado de um pretexto para afastar uma testemunha do local antes de atacar Roberto.
De acordo com o depoimento de um terceiro trabalhador que estava no local, o agressor pediu que ele levasse materiais até um galpão. Pouco depois, o suspeito apareceu sozinho no galpão, descartou uma foice e fugiu em uma motocicleta. Ao retornar ao campo, a testemunha encontrou Roberto já sem vida, com graves ferimentos.
Despedida e Justiça
Roberto Carlos foi sepultado na sexta-feira (23), em Águia Branca, cidade onde residem sua mãe e irmãs. Ele deixa esposa, dois filhos e um neto. Enquanto a polícia segue nas buscas pelo paradeiro do executor, a família clama por respostas. “A Justiça de Deus não falha, esse homem vai pagar”, desabafou a filha.
A Polícia Civil investiga a motivação do homicídio, mas, até o momento, o paradeiro do autor permanece desconhecido.
Fonte: Portal RedeNotícias.ES





