Um caso inacreditável chocou a pacata João Neiva, no Espírito Santo, na última sexta-feira (16). Um homem de 55 anos, em uma tentativa desesperada e criminosa de se livrar da justiça, acabou facilitando o trabalho da Polícia Civil: ele foi preso em flagrante dentro da própria delegacia.
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O suspeito é investigado por violência psicológica e coação. O roteiro parece de filme, mas é real. Após ser intimado sobre uma denúncia de violência doméstica feita pela companheira, o homem foi até a casa dela e, sob ameaças e agressões, a obrigou a acompanhá-lo até a unidade policial. O objetivo? Forçar a mulher a retirar o pedido de medida protetiva.
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O tiro saiu pela culatra
O que ele não esperava é que os policiais perceberiam a coação imediatamente. A vítima, de 54 anos, já vinha sofrendo com agressões e intimidações constantes. Ao tentar “limpar sua ficha” na base do grito e do medo, o agressor entregou a prova que faltava para sua prisão.
“O suspeito utilizou-se de graves ameaças com o dolo de interferir no inquérito policial”, afirmou o delegado Vicente Pellegrino Neto.
Sem saída e diante do flagrante óbvio, o homem recebeu voz de prisão no balcão da delegacia e foi direto para o sistema prisional. Um desfecho que serve de alerta: a Lei Maria da Penha é rigorosa e tentativas de silenciar as vítimas só aceleram o caminho para a cadeia.





