Desentendimento por assento de luxo se transforma em expulsão
Uma família baiana vivenciou momentos de tensão e indignação em um voo da Air France que partia de Paris com destino a Salvador no último dia 14 de janeiro. Segundo o relato de Danielle Cordeiro Lopes, 48, a confusão iniciou após a compra de um upgrade para a classe executiva, no valor de 1.600 euros para o grupo, ter sido negada a uma das passageiras, que seria realocada para a classe Premium Economy. A justificativa apresentada pela companhia aérea foi a de um assento quebrado na executiva.
Leia também: Tragédia no Centro: “Olhar” em bar termina em execução a tiros em Linhares
Versões conflitantes sobre a interação com a tripulação
Danielle, seu marido Ivan Lopes, 58, a filha de 11 anos e a enteada de 25, retornavam de uma viagem pela Europa quando o problema surgiu. Ao embarcar em Paris, a enteada foi informada sobre a mudança de assento. A família alega que a companhia aérea recusou a proposta de permanecerem juntos na classe anterior, sem o reembolso imediato do upgrade. Danielle se ofereceu para a troca, mas, já a bordo, descobriram que o assento não estava quebrado, mas sim cedido a outro passageiro. A situação escalou quando o comandante foi chamado. Segundo a família, o comandante teria retido o bilhete da enteada, exigido que apagassem vídeos que registravam a discussão e, sob ameaça de desembarque, ordenado a saída de todos do avião.
> Quer receber as principais notícias do Colatina em Ação no WhatsApp? Clique aqui e entre na nossa comunidade!
Air France alega ‘comportamento exaltado’ e risco à segurança
Em contrapartida, a Air France emitiu um comunicado classificando o grupo como “quatro passageiros indisciplinados”. A companhia aérea sustenta que o comportamento do grupo antes da partida causou atraso, gerou insatisfação entre outros passageiros e poderia ter comprometido a segurança do voo. A empresa reitera que informou sobre a impossibilidade de honrar o upgrade devido a um assento inoperante e que, diante da recusa da família em aceitar assentos na Premium Economy para viajarem juntos, o grupo reagiu de forma “extremamente exaltada” e com “comportamento inadequado em relação à tripulação de cabine”, mesmo após explicações e apelos do comandante.
Prejuízo financeiro e busca por reparação
Após a expulsão, a família baiana afirma não ter recebido assistência adequada da companhia. Relatam que foram informados que as passagens originais haviam sido perdidas e que novos bilhetes só seriam emitidos mediante pagamento. Uma oferta de voo com quatro escalas na classe econômica foi apresentada, com custo aproximado de 7.000 euros. Diante do impasse, a família comprou passagens em outra companhia aérea, o que totalizou um gasto de cerca de R$ 58 mil, incluindo a necessidade de se deslocar para outro aeroporto e aguardar a liberação das bagagens. O grupo já avalia as medidas judiciais cabíveis contra a Air France.





