O prato dos brasileiros está recebendo uma dose extra de polêmica. Dados oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), revelados neste início de janeiro de 2026, confirmam que 2025 foi o ano com o maior número de agrotóxicos liberados na história do país.
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Foram impressionantes 912 novos registros, um salto de 37% em comparação ao recorde anterior de 2024 (663 liberações). Embora o setor alegue a necessidade de controle de pragas, o volume levanta um alerta vermelho sobre a nossa saúde e o futuro do solo brasileiro.
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O Custo Invisível no Seu Prato e na Natureza
O uso desenfreado dessas substâncias químicas não fica restrito às plantações. O impacto é uma reação em cadeia:
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Solo: A terra perde fertilidade e sofre com a acidificação.
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Ar: A pulverização atinge comunidades vizinhas e trabalhadores.
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Água: Rios e lençóis freáticos são contaminados, afetando peixes e o consumo humano.
Na saúde humana, o cenário é ainda mais grave. A exposição está ligada a doenças severas, como câncer, distúrbios hormonais, problemas neurológicos e até casos fatais de envenenamento.
A Reação: O Espírito Santo na Vanguarda da Transição
Enquanto os números nacionais assustam, o Espírito Santo acelera o movimento contrário através do Pacto Ecológico Capixaba (PEC). Criado pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) em 2020, o projeto busca transformar a agricultura convencional em sistemas orgânicos e agroecológicos.
Sob a coordenação da Promotora de Justiça Isabela de Deus Cordeiro, o MPES lidera o Fórum de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FESCIAT) e já planeja novos passos para 2026.
“O Ministério Público assume um papel fundamental na condução e no fomento à política pública de agroecologia”, afirma a promotora.
O que vem por aí: A partir de março de 2026, novas reuniões percorrerão o Sul e o Norte do Estado para expandir o número de municípios no Pacto. O objetivo é claro: garantir que o alimento que chega à sua mesa seja fruto de um solo vivo e livre de venenos.





