A volta às aulas de 2026 chega acompanhada de um desafio conhecido pelos pais: o custo do material escolar. Levantamento realizado pelo Procon de Colatina em diferentes papelarias do município aponta que o valor final da lista pode variar 78% de uma loja para outra, o que reforça a necessidade de pesquisa antes da compra para evitar gastos desnecessários.
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Para se ter uma ideia, a cesta com 18 itens essenciais chega a custar R$ 209,34 em um estabelecimento e R$ 117,53 no mais barato. Para muitas famílias, que precisam comprar material para mais de um filho, essa diferença representa um peso considerável no orçamento de janeiro, mês tradicionalmente marcado por outras despesas, como impostos e matrícula.
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Itens básicos como cadernos, lápis, borrachas e mochilas aparecem com diferenças expressivas de preço entre as lojas consultadas. O fichário com quatro prendedores, por exemplo, varia entre R$ 52,90 e R$ 119,99, uma diferença superior a 100%, evidenciando como a escolha do estabelecimento pode impactar o valor final da compra.
A média de preço da lista neste ano em Colatina ficou em R$ 171,24, valor 8,67% maior que em 2025, quando o mesmo conjunto de produtos custava R$ 157,57. O levantamento indica que parte dos reajustes acompanha o aumento geral do custo de vida e a elevação de preços de insumos do setor.
Diante desse cenário, o Procon orienta que os consumidores não comprem tudo na primeira loja visitada e avaliem a possibilidade de substituir marcas por opções mais acessíveis, sem comprometer a qualidade. Outro ponto destacado é que nem sempre o kit fechado oferecido pelas papelarias é a alternativa mais econômica.
Em muitos casos, a compra dos itens de forma separada pode gerar economia, principalmente quando a família aproveita promoções pontuais e condições de pagamento diferenciadas. Por isso, o órgão de defesa do consumidor ampliou a pesquisa neste ano e trouxe mais 44 itens da lista.
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Além disso, o consumidor deve ficar atento a exigências irregulares, como pedido de marcas específicas ou materiais de uso coletivo, práticas proibidas por lei. “Comparar preços é a principal ferramenta de defesa do consumidor. Pequenas diferenças por item, quando somadas, podem significar uma grande economia no fim da lista”, reforça Ronaldo Ferreira, diretor do Procon Municipal.





