Após a identificação de um nódulo na tireoide durante exames de rotina, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi submetido a um procedimento de radioablação da tireoide guiado por ultrassonografia no início de agosto de 2025, no Hospital Albert Einstein. A alteração havia sido detectada cerca de 20 dias antes e, após investigação com biópsia, teve natureza benigna confirmada.
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Diante do diagnóstico, a equipe médica optou pelo tratamento minimamente invasivo, capaz de eliminar o nódulo sem a necessidade de cirurgia convencional. A radioablação é uma técnica moderna que permite destruir a lesão preservando o restante da glândula, com rápida recuperação e alta hospitalar no mesmo dia.
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O procedimento é realizado por meio da introdução de uma agulha fina diretamente no nódulo, com acompanhamento em tempo real por ultrassom. A extremidade do dispositivo emite ondas de radiofrequência que aquecem e promovem a destruição controlada do tecido alterado, sem comprometer as estruturas ao redor.
De acordo com o cirurgião de cabeça e pescoço Marco Homero de Sá, do Instituto Tireoide, a maioria dos nódulos tireoidianos não provoca sintomas e costuma ser descoberta incidentalmente.
“Em grande parte dos casos, o paciente não sente nada. No entanto, quando o nódulo cresce de forma mais significativa, pode causar desconforto no pescoço, sensação de pressão, dificuldade para engolir alguns alimentos e até incômodo estético”, explica.
Segundo o médico, alguns sinais merecem atenção. “Sensação constante de aperto no pescoço, falta de ar ou dificuldade para engolir são alguns sintomas que podem sugerir a presença de nódulos na tireoide. Ao notar qualquer uma dessas alterações, é fundamental procurar um médico para avaliação adequada”, orienta Marco Homero.
A radioablação é indicada, principalmente, para nódulos benignos que causam sintomas compressivos ou impacto estético. Em situações específicas e bem selecionadas, a técnica também pode ser utilizada no tratamento de determinados tipos de câncer de tireoide diagnosticados precocemente. “Nesses casos, é possível evitar cirurgias mais extensas, com excelentes resultados”, avalia o cirurgião.
O procedimento é considerado seguro e de curta duração. “Não há cortes, não ficam cicatrizes visíveis e ele é realizado com sedação para maior conforto do paciente. A recuperação é rápida, com retorno às atividades habituais em um período que varia de um a três dias”, resume.
Outro benefício importante, segundo o especialista, é a preservação da função da glândula. “Como a tireoide não é retirada, na maioria dos casos não há necessidade de reposição hormonal contínua, algo comum após cirurgias tradicionais. Isso representa um ganho significativo na qualidade de vida do paciente”, conclui Marco Homero de Sá.





