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Riscos cardíacos nas férias: o que muda quando a rotina relaxa

Cardiologista explica como cuidar da saúde cardiovascular nos períodos de descanso e aponta alguns dos principais erros que podem afetar o coração

Colatina em Ação por Colatina em Ação
2 de janeiro de 2026
Em Saúde
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Riscos cardíacos nas férias: o que muda quando a rotina relaxa - Foto: Divulgação

Riscos cardíacos nas férias: o que muda quando a rotina relaxa - Foto: Divulgação

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Com 400 mil mortes por ano no Brasil, as doenças cardiovasculares continuam entre os principais desafios de saúde pública, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Nesse contexto, o período de férias merece atenção, já que, embora traga momentos de lazer, mudanças de rotina e hábitos mais flexíveis podem aumentar o risco cardíaco, especialmente entre pessoas com hipertensão, colesterol alto, diabetes ou histórico familiar. O relaxamento excessivo, seja da alimentação ou do uso de medicação, pode favorecer desequilíbrios que muitas vezes passam despercebidos.

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A professora de Cardiologia da Afya Brasília, Dra. Rosangeles Konrad, explica que, mudanças bruscas de rotina, como horários irregulares, alimentação diferente, noites mal dormidas, calor intenso e até exercícios fora do habitual exigem maior adaptação do sistema cardiovascular.  “O corpo trabalha mais para se adaptar a essa nova dinâmica, e nem sempre esse esforço é percebido“, explica a médica.

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Para quem já tem alguma doença cardíaca ou fator de risco, essas adaptações ficam ainda mais difíceis. O excesso de álcool, viagens longas, desidratação e o abandono de medicamentos, por exemplo, podem sobrecarregar o organismo e aumentar as chances de descompensações. Por isso, a especialista reforça que a combinação entre mudanças de rotina e comportamentos despretensiosos pode, sim, aumentar o risco cardiovascular nas férias.

Nesse sentido, a médica lista 6 erros comuns que impactam diretamente a saúde cardíaca:

1. Abandonar a rotina de medicamentos

Um dos erros mais comuns é “dar férias” também aos remédios. Segundo a professora, muita gente esquece ou reduz as doses por conta da mudança na rotina. O que pode descompensar quadros de pressão alta e arritmias, elevando o risco de eventos cardíacos. Ela reforça que medicações como anti-hipertensivos, estatinas, anticoagulantes e antidiabéticos não podem ser interrompidos.

2. Exagerar no álcool e nos alimentos gordurosos

A cardiologista alerta que, nas confraternizações, os exageros no prato e no copo podem trazer riscos importantes ao coração: o consumo excessivo de gorduras, sal e álcool eleva a pressão arterial, aumenta a liberação de catecolaminas, acelerando os batimentos, favorecendo arritmias como a fibrilação atrial, e ainda pode causar retenção de líquidos, piorar o refluxo e descompensar quem tem insuficiência cardíaca. Ela ressalta que o problema não é consumir, e sim consumir sem limite. “Não é preciso cortar tudo, mas manter o equilíbrio faz toda a diferença para proteger a saúde cardiovascular“.

3. Ignorar sinais de cansaço durante atividades físicas

Dra. Rosangela Konradexplica que, nas férias, muitas pessoas tentam “compensar” o sedentarismo com caminhadas longas, trilhas ou esportes aquáticos, mas esse esforço súbito, ainda mais sob calor intenso, acelera demais o coração, aumenta a pressão e eleva a demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco. Isso pode desencadear falta de ar, arritmias e até dor no peito, especialmente em quem tem doença coronariana, mesmo sem diagnóstico. Por isso, ela reforça que pausas, hidratação e respeito ao próprio ritmo são essenciais para evitar riscos.

4. Desidratação por clima quente e excesso de sol

A especialista da Afya alerta que o calor do verão, somado ao suor, baixo consumo de água e ao álcool, favorece a perda de líquidos e minerais, reduzindo o volume de sangue em circulação. Esse desequilíbrio aumenta a frequência cardíaca, desestabiliza a pressão arterial e pode causar tontura, mal-estar e palpitações, e, em casos mais graves, até síncope ou piora de doenças cardiovasculares já existentes. Por isso, ela reforça que hidratar-se regularmente é tão essencial quanto usar protetor solar.

# # #

5. Dormir mal 

Dormir pouco ou em horários irregulares é comum nas férias, mas esse hábito desequilibra o organismo, eleva os níveis de estresse e impacta diretamente o sistema cardiovascular. O sono inadequado aumenta o cortisol e a adrenalina, desorganiza o controle da pressão arterial e reduz a capacidade do corpo de lidar com esforços,  um risco ainda maior para quem tem hipertensão ou arritmias. Dessa forma, mesmo fora da rotina, manter uma boa higiene do sono é fundamental para proteger o coração.

6. Estresse e nervosismo durante o deslocamento 

Pouco se fala sobre isso, mas situações comuns das férias, aeroportos lotados, atrasos, longas viagens de carro, noites mal dormidas na véspera e toda a organização de família e malas,  ativam o sistema nervoso simpático, responsável pelas respostas de “alerta”. Como consequência, a pressão arterial sobe, a frequência cardíaca aumenta e o corpo fica mais reativo tanto emocional quanto fisicamente.

Sobre a Afya 

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br eir.afya.com.br. 

Tags: bem-estarcardiologiaDoenças cardiovascularesfériashipertensãoprevençãoTags: saúde do coração
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