As imagens de termômetros urbanos marcando temperaturas exorbitantes costumam viralizar nas redes sociais em dias de sol forte. Na tarde desta segunda-feira (29), moradores de Colatina, no Noroeste do Estado, e Cachoeiro de Itapemirim, na Região Sul, registraram impressionantes 43 °C nos painéis digitais espalhados pelas cidades.
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Apesar do susto e da sensação térmica elevada, os dados oficiais contam uma história diferente. De acordo com o portal The Weather Channel, as máximas reais registradas foram de 37 °C em Cachoeiro e 39 °C em Colatina.
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Por que os números divergem?
A discrepância entre o que o cidadão vê na rua e o que os institutos de meteorologia divulgam tem explicações técnicas fundamentais. Segundo o Climatempo, os termômetros de rua não são projetados para fornecer medições climáticas precisas para fins científicos.
Vários fatores influenciam esse “erro” para cima:
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Localização: Geralmente instalados sobre asfalto ou concreto, esses aparelhos absorvem o calor irradiado pelo solo.
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Exposição direta: Estão expostos diretamente aos raios solares, enquanto a temperatura oficial deve ser medida obrigatoriamente à sombra.
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Manutenção: Muitos desses painéis sofrem desgastes causados pelo tempo e pela poluição, o que compromete a calibração dos sensores.
O que define uma temperatura oficial?
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ressalta que, para que um dado seja considerado oficial, a medição deve seguir protocolos rigorosos. Os instrumentos precisam estar em estações meteorológicas padronizadas, protegidos em abrigos ventilados (que impedem a incidência direta de sol e chuva) e receber manutenção frequente.
Portanto, embora o termômetro da avenida ajude a ilustrar o desconforto térmico de quem caminha sob o sol, ele serve mais como um marcador visual do que como uma fonte científica de dados climáticos.
Fonte: Gazeta Online





