Um dia após a tentativa de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, a Polícia Federal (PF) deflagrou neste sábado (28) uma nova fase de cumprimento de decisões judiciais contra condenados pela tentativa de golpe de Estado.
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Ao todo, estão sendo cumpridos dez mandados de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, contra réus pertencentes aos núcleos 2, 3 e 4 da organização criminosa responsável pela trama golpista. Entre os alvos está Filipe Martins, ex-assessor internacional do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Segundo a PF, os mandados são cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro nas diligências.
Conforme informações do G1, um dos alvos é o major da reserva do Exército Ângelo Denicoli, morador de Colatina, no Espírito Santo. Ele foi condenado a 17 anos de prisão, por integrar o núcleo 4 da tentativa de golpe, sendo acusado de participar da disseminação de informações falsas contra o sistema eleitoral brasileiro.
👥 Alvos das prisões domiciliares
- Filipe Martins (PR) – ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro
- Ângelo Denicoli (ES) – major da reserva do Exército
- Bernardo Romão Corrêa Netto (DF) – coronel do Exército
- Fabrício Moreira de Bastos (TO) – coronel do Exército
- Giancarlo Rodrigues (BA) – subtenente do Exército
- Guilherme Marques Almeida – tenente-coronel do Exército
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (RJ) – tenente-coronel do Exército
- Marília Alencar (DF) – ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça
- Ailton Gonçalves Moraes Barros (RJ) – ex-major do Exército
- Carlos Cesar Moretzsohn Rocha – presidente do Instituto Voto Legal
Além da prisão domiciliar, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou medidas cautelares como a proibição do uso de redes sociais, restrição de contato com outros investigados, entrega de passaportes, suspensão de porte de armas e proibição de visitas.
🧩 Quem é o major de Colatina alvo da PF
De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Ângelo Denicoli mantinha vínculo permanente com a organização criminosa responsável pela tentativa de ruptura democrática.
As investigações apontam que Denicoli participou da chamada “Abin Paralela” e atuou como elo entre os integrantes do grupo e o influenciador argentino Fernando Cerimedo. Em novembro de 2022, Cerimedo realizou uma transmissão ao vivo anunciando um suposto dossiê com falsas denúncias de fraude nas urnas eletrônicas — material que, segundo o STF, foi fornecido por Denicoli.
Fonte: G1





