O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi preso nesta sexta-feira no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai, ao tentar embarcar rumo a El Salvador com um documento falso. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e 6 meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, Vasques havia rompido a tornozeleira eletrônica quando ainda estava em Santa Catarina e saiu do país sem autorização.
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Como ocorreu a prisão
Segundo informações oficiais e apuração jornalística, a quebra da tornozeleira eletrônica por Vasques desencadeou alertas das autoridades brasileiras aos países vizinhos, entre eles Paraguai, Argentina e Colômbia. Ao tentar embarcar, ele foi abordado pela polícia paraguaia, que contou com cooperação da Polícia Federal do Brasil por meio da adidância do país. As autoridades identificaram o uso de documentação falsa e efetuaram a detenção no próprio aeroporto.
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Condenações e histórico
O STF condenou Vasques neste mês por integrar o chamado ‘núcleo 2’ de uma organização que teria agido para inviabilizar a votação de eleitores, especialmente no Nordeste, utilizando operações da PRF no segundo turno das eleições de 2022. A sentença soma 24 anos e 6 meses de prisão. Além dessa condenação, Vasques já havia sido sentenciado pela Justiça Federal do Rio de Janeiro por uso político da estrutura da PRF durante a campanha eleitoral de 2022, com multa que ultrapassou meio milhão de reais e outras sanções civis.
Passagem pela Prefeitura de São José (SC) e medidas cautelares
Em janeiro de 2025, Vasques foi nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação da Prefeitura de São José, na Grande Florianópolis. No dia em que o STF publicou sua condenação na trama golpista, em dezembro de 2025, ele pediu exoneração do cargo. Em 2023, o ex-diretor chegou a ser preso, mas foi liberado mediante medidas cautelares, entre as quais o monitoramento por tornozeleira eletrônica que ele posteriormente rompeu.
Próximos passos e expectativa de devolução ao Brasil
Fontes indicam que as autoridades paraguaias devem processar a expulsão ou a entrega de Vasques às autoridades brasileiras ainda nas próximas horas. A cooperação entre a Polícia Federal e a polícia do Paraguai torna provável que ele seja devolvido ao Brasil para cumprir a pena imposta pelo STF e responder por eventuais novas infrações relacionadas à fuga e uso de documento falso.
A operação reacende o foco sobre a atuação de agentes públicos nas eleições de 2022 e sobre os mecanismos internacionais de controle de fronteiras e cooperação policial. O caso seguirá sob investigação e poderá gerar novos desdobramentos judiciais tanto no Brasil quanto no Paraguai.





