A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nova regulamentação que altera profundamente o funcionamento dos serviços odontológicos no Brasil. Pela primeira vez, clínicas, consultórios, unidades móveis e laboratórios de prótese deverão seguir um padrão nacional obrigatório, com diretrizes rígidas sobre estrutura física, organização e segurança do paciente.
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Classificação por risco e licenciamento
Uma das principais mudanças introduzidas pela norma é a exigência de um responsável técnico formal e a obrigatoriedade de licenciamento. Agora, os serviços serão classificados conforme o nível de risco e a complexidade dos procedimentos realizados.
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A norma também determina que a infraestrutura física deve ser estritamente compatível com os atendimentos oferecidos, garantindo que cada unidade possua equipamentos adequados e espaço suficiente para operar com segurança.
Foco na segurança e controle de infecções
O novo texto reforça os critérios de biossegurança, estabelecendo diretrizes rigorosas para:
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Esterilização e processamento de materiais;
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Controle de infecções hospitalares e ambulatoriais;
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Descarte correto de resíduos de saúde.
Essas medidas visam elevar a qualidade do atendimento e reduzir riscos sanitários para a população.
Prazos para adequação
As clínicas e consultórios que já estão em operação possuem um prazo de 360 dias para se adaptarem às novas exigências. No caso de novos estabelecimentos, o cumprimento integral das regras é obrigatório desde a abertura.
Análise jurídica
Para a especialista em Direito Médico e da Saúde, Fernanda Andreão Ronchi, a medida é um marco positivo, embora demande cautela dos gestores.
“As mudanças trazem mais segurança jurídica e clínica, padronizando exigências que antes não existiam, mas também geram desafios operacionais. As clínicas precisarão investir em estrutura, treinamento e gestão para evitar riscos legais e garantir o atendimento adequado aos pacientes”, analisa a advogada.






