Uma investigação de grandes proporções colocou em xeque um dos maiores esquemas de fraude fiscal já apurados no Espírito Santo. O Ministério Público do Estado (MPES) denunciou 27 pessoas por envolvimento em uma organização criminosa acusada de causar um prejuízo estimado em R$ 466 milhões aos cofres públicos estaduais.
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A denúncia foi protocolada nesta sexta-feira (19) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF), no âmbito da Operação Recepa, resultado de uma atuação conjunta entre o MPES e a Secretaria da Fazenda (Sefaz).
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Segundo as investigações, o grupo era formado por empresários, contadores, “laranjas”, funcionários de empresas e produtores de café. A organização utilizava um esquema considerado sofisticado e altamente estruturado para fraudar operações de comercialização de café em todo o Estado, ocultando a real movimentação financeira e reduzindo ilegalmente o pagamento de impostos.
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O caso tramita em segredo de Justiça, e por isso os nomes dos denunciados e das empresas envolvidas não foram divulgados.
Como parte das medidas judiciais, foram bloqueados cerca de R$ 12 milhões em contas bancárias dos investigados, além da apreensão de aproximadamente R$ 400 mil em dinheiro vivo. A Justiça também determinou a indisponibilidade de cerca de 190 veículos, usados, segundo o MPES, para dar suporte às atividades do esquema.
Para o Ministério Público, a Operação Recepa representa um duro golpe contra a sonegação fiscal e a criminalidade organizada, reforçando a defesa do dinheiro público e da concorrência leal no mercado capixaba.
