A Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (SESA-ES) apresentou, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (3), os primeiros resultados conclusivos das análises sobre o surto de contaminação que atingiu funcionários e pacientes do Hospital Santa Rita, em Vitória. O Secretário Tyago Hoffmann destacou a transparência do processo, que envolveu testes no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
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Os achados laboratoriais apontaram para dois microrganismos, mas o foco da investigação SESA se concentra em um deles:
- Fungo Histoplasma: Identificado em uma amostra de paciente, este fungo é o agente causador da Histoplasmose, e é comumente associado à inalação de esporos presentes em fezes de aves, pombos ou morcegos.
- Bactéria Burkholderia: Encontrada em uma amostra de água de um bebedouro localizado na área de repouso da enfermagem.
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Histoplasma: Causa Mais Provável e Continuidade da Investigação
Apesar da detecção da bactéria Burkholderia, o Secretário Tyago Hoffmann, acompanhado pela equipe, afirmou que o perfil clínico dos casos suspeitos no Santa Rita sugere que o surto seja causado, de fato, pelo fungo.
“Nós temos uma inclinação de achar que esse caso, pelo perfil clínico desses pacientes, é um surto causado de fato por esse fungo Histoplasma,” declarou o Secretário.
A Vigilância Sanitária ES continua atuando. Os resultados ainda não são considerados totalmente conclusivos, pois o fungo foi isolado em apenas um paciente, e a bactéria, em apenas uma amostra de água. Novas coletas de sangue e amostras ambientais estão sendo realizadas para aprofundar a investigação.
Hospital Seguro e Apelo a Pacientes Oncológicos
A SESA reforçou que, apesar da situação, o Hospital Santa Rita é seguro. A área onde os primeiros registros ocorreram (um centro cirúrgico e uma ala de internação) permanece isolada, e há uma estabilização do número de casos notificados.
O Secretário fez um apelo direto aos pacientes oncológicos que utilizam o hospital, preocupado com aqueles que estão deixando de fazer seus tratamentos por medo da contaminação hospitalar.
“Nós estamos preocupados com os pacientes oncológicos que estão deixando de fazer seus tratamentos. O hospital é seguro, essa área continua isolada,” garantiu Hoffmann.
A expectativa da SESA é obter uma conclusão definitiva sobre a causa do surto dentro de um prazo de aproximadamente uma semana. Esta conclusão será crucial para determinar quando a ala isolada poderá ser reaberta, permitindo que o hospital retome sua completa normalidade no atendimento à população capixaba.





