O cultivo de abacate no Espírito Santo ganhou novo patamar em 2024, com o estado se consolidando como o quarto maior produtor nacional da fruta, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção capixaba responde por 7,9% do total do país, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Ceará.
No ano passado, a safra estadual atingiu 33.735 toneladas, colhidas em uma área de 1.344 hectares. Os números representam um crescimento significativo em relação ao ano anterior: 18,2% na área cultivada e 14,1% no volume produzido.
Agricultura Familiar e Exportação são Destaques
Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, a cadeia produtiva do abacate tem relevância econômica e social para o estado. Do total de 572 estabelecimentos rurais com produção de abacate, 69% pertencem à agricultura familiar.
“A fruta cultivada no Espírito Santo abastece o mercado interno e também gera divisas com a exportação. Apenas entre janeiro e agosto de 2024, foram exportadas 71,1 toneladas, que renderam US$ 96 mil”, informou Bergoli. No ano de 2023, as vendas externas totalizaram 100 toneladas, com um valor de US$ 238,8 mil. Os principais mercados são França (36,5%) e Espanha (17,8%).
Valor Bruto da Produção mais que dobra
O desempenho econômico do setor chamou a atenção em 2024. O Valor Bruto da Produção (VBP) do abacate capixaba atingiu a marca de R$ 88,7 milhões, registrando um salto expressivo de 106% na comparação com 2023, quando o VBP foi de R$ 43 milhões. Os números reforçam a importância da cultura para a diversificação da fruticultura no estado.
Produção Concentrada na Região Serrana
A produção de abacate no Espírito Santo está distribuída em 31 municípios, com a Região Serrana se destacando como o principal polo. O município de Venda Nova do Imigrante é o maior produtor individual, respondendo sozinho por 46,2% da safra estadual, com 15.600 toneladas.
O ranking municipal é completado por:
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Marechal Floriano: 4.500 toneladas (13,3%)
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Vargem Alta: 2.800 toneladas (8,3%)
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Castelo: 2.400 toneladas (7,1%)
Os outros 27 municípios produtores contribuem com volumes menores, consolidando a fruta como uma cultura em franca expansão em todo o território capixaba.





