Um jovem macaco-prego foi o protagonista de uma visita inusitada em uma das luxuosas mansões do Boulevard Lagoa, na Serra, nesta segunda-feira (15). O animal, que aparenta estar saudável, invadiu o imóvel e, bastante sociável, tentou “fazer a festa” no local. O “rolê” de luxo, no entanto, foi interrompido pela Fiscalização Ambiental do município, que resgatou o primata em segurança.
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De acordo com a fiscalização, o morador da casa conseguiu conter o animal e colocá-lo em uma gaiola até a chegada dos agentes, que foram acionados para realizar o resgate. Após a ação, o macaco foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS-IBAMA), em Barcelona, onde receberá cuidados veterinários e alimentação adequada.

Segundo Ronaldo Freire, auditor fiscal que atendeu a ocorrência, há suspeitas de que o animal seja chipado, possuindo algum tipo de registro, informação que será verificada. A expectativa é que, após os devidos cuidados, o macaco-prego seja reintegrado à natureza.
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Inteligente, mas não inofensivo
O macaco-prego é uma das espécies de primatas mais inteligentes e conhecidas do Brasil, famosa até no cinema internacional. No entanto, especialistas alertam para os riscos da aproximação.
O biólogo Cláudio Santiago explicou ao Portal Tempo Novo que, embora sejam adaptáveis e percam o medo dos humanos facilmente, não são animais inofensivos. “É um bicho super inteligente… entende que pode ser beneficiado com essa proximidade. Para conseguir o que quer, ele vai tentar e, se for contrariado, vai usar força. É extremamente forte e tem uma mordida complicada, bem forte mesmo”, afirmou Santiago.
O animal resgatado é um macho juvenil. A espécie pode viver em média 20 anos na natureza e até 30 em cativeiro.
Expansão urbana atrai animais silvestres
O incidente evidencia um fenômeno comum em regiões com amplas áreas verdes próximas a centros urbanos, como o Boulevard Lagoa. A expansão das cidades e a fragmentação dos habitats naturais levam esses animais a se aproximarem em busca de alimento e abrigo.
Essa situação gera riscos tanto para os animais, que podem sofrer acidentes e maus-tratos, quanto para os humanos, que ficam expostos a possíveis doenças transmitidas por primatas.
Orientação para a população
A recomendação das autoridades e biólogos é clara: a população deve não alimentar os animais silvestres, manter distância e apenas apreciá-los de longe. A alimentação inadequada e a tentativa de interação podem ser perigosas e comprometer a saúde e o comportamento natural da fauna.





