A insônia, distúrbio caracterizado pela dificuldade em iniciar ou manter o sono, afeta cerca de 10% da população mundial em grau considerado clínico. Mais do que um simples incômodo, o problema pode comprometer a qualidade de vida e até a segurança no dia a dia. Quem alerta é a neurologista Yvely Iunes Akel, da Unimed Araxá, que destacou os principais fatores de risco, sintomas e formas de prevenção do distúrbio.
Segundo a médica, a insônia pode ser considerada uma condição de saúde quando se torna frequente e persistente. “Ela pode se manifestar de três formas: dificuldade para adormecer, despertares noturnos ou acordar muito cedo sem conseguir voltar a dormir. Além da falta de descanso, surgem sintomas diurnos como cansaço, lapsos de memória, irritabilidade e até depressão”, explicou.
Entre as causas mais comuns estão fatores genéticos, funcionamento cerebral acelerado, doenças crônicas (como refluxo ou Parkinson), condições de saúde mental — especialmente ansiedade e depressão —, além de situações estressantes, mudanças de rotina e hábitos inadequados de sono, como uso excessivo de cafeína e falta de horários regulares.
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A insônia pode ser classificada como aguda, quando ocorre em curto prazo, ou crônica, quando persiste por mais tempo, sendo chamada de transtorno de insônia. Também pode ser primária, quando aparece sem relação com outra condição, ou secundária, quando é consequência de doenças ou circunstâncias específicas.
Para o tratamento, a primeira recomendação é investir na chamada “higiene do sono”: manter horários fixos, evitar telas e estimulantes à noite e preparar o ambiente para dormir. Em alguns casos, medicamentos são indicados, sempre com acompanhamento médico. “Nunca se automedique. Se houver suspeita de distúrbio do sono, é essencial buscar ajuda de um especialista”, alertou a neurologista.





