Cléber Alves foi condenado a 30 anos de prisão pelo feminicídio de sua ex-companheira, Regiane Caetano Alves, ocorrido em maio de 2021, em Rio Bananal (ES). A sentença, decidida pelo Tribunal do Júri na sexta-feira (5), após mais de doze horas de julgamento, enquadrou o crime como homicídio qualificado pelas circunstâncias de feminicídio e meio cruel.
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O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), que conduziu a acusação, sustentou que o assassinato aconteceu no contexto de violência doméstica, uma vez que o casal estava em processo de separação e tinha duas filhas. Segundo a promotoria, o réu golpeou a vítima com uma arma branca enquanto ela dormia. Após o crime, ele teria levado a professora ao hospital e alegado que outra pessoa seria a autora, mas posteriormente confessou a autoria às autoridades.
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Em sua sentença, o juízo destacou que a conduta foi “especialmente reprovável” por ter ocorrido dentro da residência, em momento de vulnerabilidade da vítima, e ressaltou as graves consequências do crime, que deixou as duas filhas do casal órfãs — uma delas ainda menor à época —, além de causar danos permanentes à família.
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A defesa de Cléber Alves contestou as provas do MPES, afirmando que os laudos periciais não permitem estabelecer com precisão científica a dinâmica do crime ou sua autoria. Os advogados informaram que irão recorrer da decisão.
A pena foi fixada em 30 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A Justiça determinou a execução imediata da condenação, mantendo o réu em prisão preventiva, em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).





