A Polícia Civil do Espírito Santo concluiu o inquérito que investigava o homicídio do empresário Ibraim Cassaro, de 43 anos, e a tentativa de homicídio contra seu irmão, Guilherme Cassaro. O crime ocorreu em 22 de fevereiro de 2024, no bairro Novo Horizonte, em Colatina, e foi classificado como uma emboscada ligada a desentendimentos comerciais no setor de café.
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As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Colatina sob a chamada Operação Constantinopla, resultaram na prisão de dois suspeitos apontados como executores: Édipo Ferreira de Moraes, de 37 anos, conhecido como “Gordinho”, e Carlos Henrique Keller Batista, de 33 anos, natural de Baixo Guandu.

Segundo a Polícia Civil, o crime foi planejado com a utilização de três veículos. Um Chevrolet Cruze branco, roubado meses antes, foi usado na execução e posteriormente incendiado em um cafezal entre Colatina e Marilândia. Um Fiat Siena marrom, que atuava como “batedor”, foi fundamental para a identificação dos suspeitos a partir de informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Já um Ford Ka foi utilizado na fuga dos executores para a região Norte do país.
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Édipo e Carlos Henrique foram presos em 17 de julho de 2025, em Canutama, no Amazonas, após 15 meses de monitoramento e operações de inteligência com apoio da Polícia Federal de Rondônia. Durante a prisão, Édipo foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, uso de documento falso e caça de animais silvestres.
Ambos foram indiciados por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado, permanecendo detidos no presídio Urso Branco, em Porto Velho (RO), à disposição da Justiça do Espírito Santo.
A Polícia Civil informou ainda que um novo inquérito foi instaurado para investigar os mandantes do crime, considerado um caso de grande repercussão no estado. As apurações seguem em andamento.





