A Polícia Civil do Espírito Santo investiga duas funcionárias de um hotelzinho localizado no bairro Palmital, em Linhares, após a divulgação de um vídeo nas redes sociais que mostra crianças sendo acordadas com gritos e borrifadas com um líquido no rosto.
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A gravação, com pouco mais de 30 segundos, foi feita em um dos quartos da instituição e mostra ao menos 15 crianças em idade pré-escolar. No início do vídeo, uma das funcionárias aparece batendo com força na porta e gritando, o que assusta os menores. Algumas acordam chorando. Em seguida, a mesma funcionária se aproxima das camas com o celular, aparentemente filmando ou reproduzindo música em alto volume. Enquanto isso, outra funcionária borrifa um líquido, que parece ser perfume, diretamente no rosto das crianças.
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Denúncia e providências
O caso ganhou repercussão após uma mãe procurar o Conselho Tutelar ao notar que a filha estava com o olho inchado e avermelhado. Segundo relato, a menina disse ter chorado após receber jatos de perfume nos olhos.
A direção do hotelzinho pediu desculpas à família, informou o desligamento das funcionárias envolvidas e divulgou uma nota oficial repudiando a conduta. O estabelecimento também registrou ocorrência na delegacia.
O Conselho Tutelar notificou a instituição e registrou boletim de ocorrência. O caso será encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
Investigação em andamento
A Polícia Civil confirmou a abertura de investigação e pretende ouvir os responsáveis pelo hotelzinho, as funcionárias e os pais das crianças. A proprietária já esteve na delegacia e se colocou à disposição para colaborar com as apurações. A Vigilância Sanitária também deve realizar vistoria no local nesta quinta-feira (4).
Após a publicação da nota do hotelzinho nas redes sociais, internautas se manifestaram, incluindo familiares de crianças atendidas. Uma tia relatou que a sobrinha apresentou irritação nos olhos após a situação registrada no vídeo.
Nota do estabelecimento
Em comunicado, o Hotelzinho Mamãe Coruja afirmou que repudia o comportamento das ex-funcionárias e destacou que, em seis anos de funcionamento, sempre buscou zelar pelo bem-estar das crianças.





