O Governo do Espírito Santo vai investir R$ 334,4 milhões na recuperação ambiental da Bacia do Rio Doce. O recurso será aplicado no Programa Reflorestar, que terá duração de 2025 a 2029, com o objetivo de restaurar áreas degradadas, ampliar a cobertura florestal e gerar novas oportunidades de renda para produtores rurais das cidades capixabas impactadas pelo desastre de Mariana.
O termo de cooperação foi firmado entre a Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd) e a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) em fevereiro deste ano, durante reunião realizada na residência oficial do Governo, em Vila Velha, com a presença do governador Renato Casagrande e das equipes das duas pastas.
As ações incluem mobilização, restauração florestal, incentivo à cadeia produtiva da madeira e de produtos agroflorestais, além de capacitações para agricultores. Serão contempladas áreas de preservação permanente, reservas legais e outras regiões de interesse ambiental na Bacia Hidrográfica do Rio Doce e no Litoral Norte do Estado.
O programa adota uma metodologia que une conservação e geração de renda, por meio de sistemas agroflorestais e do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Entre as espécies previstas para cultivo consorciado estão pupunha, açaí, cacau, seringueira, banana, abacate, café, pitanga, jabuticaba e palmeira juçara.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Felipe Rigoni, a iniciativa deve ampliar a cobertura florestal em cerca de 6.800 hectares, implantar 4.200 estruturas de conservação do solo e da água e aumentar a produção de mudas em viveiros para até 2 milhões por ano. “Além dos ganhos ambientais, vamos garantir novas oportunidades de negócios sustentáveis, fortalecendo a economia verde do Espírito Santo”, destacou.
Esse é o segundo termo de cooperação assinado pela Serd desde a aprovação do orçamento, em abril. Para o secretário Guerino Balestrassi, a medida reforça a transparência e a agilidade na aplicação dos recursos. “As obras de saneamento, infraestrutura e recuperação ambiental já estão chegando às cidades atingidas. Agora, essa parceria com a Seama garante desenvolvimento econômico sustentável para os produtores rurais e a recuperação ambiental das regiões afetadas”, afirmou.





