Foi realizada neste sábado (16) uma cerimônia em homenagem ao fotógrafo Sebastião Salgado, no Instituto Terra, em Aimorés (MG). Atendendo a seu desejo, as cinzas do artista foram depositadas nas raízes de uma muda de peroba, espécie símbolo da Mata Atlântica.
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O evento teve início às 15h e contou com a presença de familiares, amigos e autoridades locais. Durante a celebração, foram feitos discursos sobre a trajetória de Salgado e seu engajamento em causas ambientais, especialmente por meio do projeto de reflorestamento do Instituto Terra, criado pelo fotógrafo e que hoje é conduzido por seu filho, Juliano.
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De acordo com a família, a escolha do local — na antiga fazenda dos pais de Salgado, hoje transformada em referência mundial de recuperação ambiental — reflete o compromisso do fotógrafo com a preservação da natureza. A cerimônia se encerrou por volta das 16h30, em um clima de lembrança e celebração de sua vida e obra.

O legado de Sebastião Salgado
Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu em Aimorés, em 1944, e tornou-se um dos fotógrafos mais reconhecidos do mundo. Seu trabalho em preto e branco documentou transformações sociais, a vida dos trabalhadores e a relação da humanidade com a natureza.
Entre seus projetos mais conhecidos estão Trabalhadores, Êxodos e os registros do garimpo de Serra Pelada. Ao longo de sua carreira, percorreu mais de 120 países, sempre unindo estética e consciência social.
Formado em Economia, iniciou-se na fotografia em 1973, atividade que se tornou sua principal forma de expressão. Sebastião Salgado morreu em maio deste ano, em Paris, aos 81 anos, vítima de complicações de uma leucemia associada a uma malária contraída em 2010.
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