O Brasil deve apresentar, em 2025, mais de 15 mil novos diagnósticos de linfomas, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Esse é um tipo de câncer que acomete células do sangue e fragiliza o sistema imunológico. Para reforçar a conscientização sobre essa doença, o Agosto Verde Claro foi instituído, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como mês para sensibilização da população e intensificação das ações de conscientização.
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Alguns dos principais sinais de um linfoma são visíveis: gânglios – também chamados de linfonodos ou ínguas – aumentados em alguma região do corpo podem indicar o desenvolvimento da doença.
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“Esse câncer tem dois grandes grupos: Linfoma de Hodgkin e Linfomas não-Hodgkin. Eles acontecem quando um linfócito – que é uma célula de defesa do sangue – apresenta uma mutação, ou seja, perde sua função natural. Essa célula defeituosa começa a se reproduzir, gerando cópias igualmente malignas, que podem invadir outros tecidos e órgãos. Uma característica dos Linfomas de Hodgkin é se espalharem ordenadamente de um grupo de linfonodos para outro”, explica o hematologista Douglas Covre Stocco.
“Já os Linfomas Não-Hodgkin também são causados por mutações em células de defesa, mas se diferenciam por se espalharem de maneira não ordenada. Entre seus sintomas estão, além das ínguas aumentadas, cansaço, emagrecimento repentino, febres e suores noturnos”, complementa o médico.
Foram esses os sintomas que chamaram atenção da aposentada Márcia Matos, hoje com 71 anos. Em 2014, então com 60 anos, ela percebeu caroços aumentados no pescoço, que vieram acompanhados de cansaço, emagrecimento e suores noturnos. Com o passar do tempo, seu quadro passou a incluir também febre e ela começou a precisar de transfusões de sangue para conter o quadro de anemia.
“Começou aí uma verdadeira peregrinação para que fosse determinada a causa daqueles sintomas. Na época, já fui encaminhada para o setor hematológico de um hospital, mas os médicos diziam que, como existem dezenas de tipos de linfomas, vários exames e biópsias eram necessários para determinar exatamente qual era a minha doença. Fui diagnosticada com um Linfoma Não-Hodgkin e foram 8 meses de quimioterapia até que a doença desaparecesse. Hoje, estou curada”, comemora.
Para o Linfoma de Hodgkin, grupos etários na faixa dos 15 aos 39 anos são mais comumente afetados, assim como idosos com mais de 65 anos. Os Linfomas Não-Hodgkin têm maior prevalência entre pessoas acima de 60 anos. Por causas desconhecidas, entre os idosos, sua incidência duplicou nos últimos 25 anos.
Conheça 5 sintomas dos linfomas
1. Ínguas aumentadas na região do pescoço, axilas e virilha;
2. Suor noturno excessivo;
3. Febre;
4. Coceira na pele;
5. Emagrecimento sem causa aparente.





