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Como o intestino influencia o humor e a saúde mental

Estudos já demonstraram a conexão conhecida como eixo intestino-cérebro. Entender essa relação pode ajudar a prevenir desequilíbrios em todo o organismo

Colatina em Ação por Colatina em Ação
10 de junho de 2025
Em Saúde
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Como o intestino influencia o humor e a saúde mental. Foto: reprodução

Como o intestino influencia o humor e a saúde mental. Foto: reprodução

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O intestino é mais do que um simples órgão da digestão. Nos últimos anos, a ciência tem revelado uma conexão profunda entre o funcionamento intestinal e o equilíbrio emocional. Essa ligação é conhecida como eixo intestino-cérebro, um sistema de comunicação bidirecional que envolve o sistema nervoso entérico, o sistema imunológico, a microbiota e hormônios reguladores.

Problemas como alterações de humor, cansaço excessivo e até quadros de ansiedade podem estar relacionados ao desequilíbrio na flora intestinal. Isso acontece porque cerca de 90% da serotonina — neurotransmissor ligado ao bem-estar — é produzida no trato gastrointestinal. Ou seja, o que acontece no seu intestino pode influenciar diretamente em como você se sente.

Com isso, cresce o interesse em entender como melhorar o ambiente intestinal, uma vez que isso pode trazer benefícios também para a saúde mental. E não se trata apenas de evitar alimentos ultraprocessados, mas de construir uma rotina que fortaleça a microbiota e favoreça o equilíbrio do organismo como um todo.

Por que o intestino é considerado um segundo cérebro

O intestino possui seu próprio sistema nervoso, conhecido como sistema nervoso entérico. Ele abriga cerca de 100 milhões de neurônios, mais do que a medula espinhal. É por isso que muitos especialistas o chamam de “segundo cérebro”. Esse sistema permite que o intestino funcione de forma independente, controlando processos como a digestão, o fluxo sanguíneo local e a produção de neurotransmissores.

A serotonina, dopamina e GABA — todos neurotransmissores fundamentais para o humor e o controle do estresse — podem ser sintetizados no trato gastrointestinal. Quando a flora intestinal está desequilibrada, a produção dessas substâncias também pode ser comprometida, o que se reflete diretamente na saúde mental.

Além disso, o intestino envia sinais contínuos ao cérebro por meio do nervo vago, influenciando funções como sono, apetite, humor e até memória. Esse fluxo de informações acontece em tempo real, mostrando o quanto o intestino é um regulador ativo do equilíbrio emocional.

Quais sinais indicam um intestino em desequilíbrio

O organismo costuma enviar alertas quando algo não está indo bem com a flora intestinal. Sintomas como distensão abdominal, gases, intestino preso ou diarreia frequente são apenas os primeiros indícios de que algo precisa ser ajustado.

Além dos sinais digestivos, alterações de humor constantes, cansaço sem explicação, irritabilidade e dificuldade de concentração podem estar ligados a esse desequilíbrio. Isso porque uma microbiota desregulada interfere não apenas na absorção de nutrientes, mas também na comunicação com o sistema nervoso central.

Pessoas que tomam antibióticos com frequência ou têm alimentação desbalanceada — rica em gorduras, açúcares e pobres em fibras — também têm maior risco de disbiose, ou seja, perda da diversidade e da proporção saudável de microrganismos no intestino.

O que o intestino tem a ver com estresse, ansiedade e depressão

A importância da microbiota na regulação emocional

Estudos mostram que alterações na composição da microbiota podem influenciar diretamente a atividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, o principal responsável pelas respostas ao estresse. Um intestino em desordem tende a estimular mais a liberação de cortisol, o que alimenta ainda mais estados de ansiedade.

Pesquisadores têm identificado que uma flora intestinal rica em lactobacilos e bifidobactérias está associada a respostas emocionais mais equilibradas. Esses microrganismos benéficos contribuem para a síntese de substâncias como o triptofano, essencial para a produção de serotonina.

Sintomas intestinais recorrentes podem afetar o humor

Quem vive com desconfortos gastrointestinais recorrentes, como dor, constipação ou diarreia, sabe como isso afeta o bem-estar diário. Estudos sugerem que pessoas com essas queixas tendem a ter maior prevalência de sintomas depressivos ou quadros de ansiedade.

A relação é tão próxima que muitos especialistas tratam o intestino como um ponto de atenção nos cuidados com a saúde mental. Tudo isso afeta diretamente a qualidade de vida e as relações interpessoais, o que pode reforçar o ciclo de estresse.

Alimentação desregulada e uso frequente de antibióticos

Alimentos ricos em gordura saturada, conservantes e açúcares favorecem o crescimento de microrganismos patogênicos, alterando o pH e comprometendo a integridade da mucosa intestinal. Esse cenário favorece inflamações e perda da função de barreira, permitindo que toxinas passem para a corrente sanguínea e desencadeiem respostas negativas em todo o organismo.

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O uso frequente de antibióticos também é um dos principais fatores de desregulação da flora. Esses medicamentos, apesar de importantes, não diferenciam bactérias boas das ruins e acabam promovendo um “apagão” na diversidade microbiana. A recuperação espontânea pode levar semanas ou meses, e durante esse tempo o sistema gastrointestinal e o emocional ficam mais vulneráveis.

Como restaurar a flora intestinal de forma segura e natural

A base da restauração está na alimentação rica em fibras solúveis e insolúveis, presentes em vegetais, frutas, cereais integrais e leguminosas. Esses compostos servem de alimento para as bactérias boas, promovendo o crescimento e a diversidade dos microrganismos mais benéficos.

É recomendado evitar práticas como jejuns prolongados e o uso desnecessário de medicamentos que afetam a digestão, como laxantes, antiácidos ou antibióticos sem orientação.

É imprescindível hidratar-se bem e controlar o estresse diário. O sono de qualidade também participa ativamente desse processo de restauração, porque ele regula a produção de hormônios envolvidos na regeneração da mucosa intestinal.

A escolha por hábitos mais estáveis e equilibrados no dia a dia tem efeito direto na composição da microbiota e, por consequência, na estabilidade emocional.

Um intestino equilibrado melhora a qualidade de vida como um todo

Daí a importância da microbiota, pois ela atua como uma orquestra silenciosa, ajustando processos fisiológicos e emocionais de forma contínua. Tudo isso se traduz em um humor mais estável, maior foco, menor ansiedade e a sensação de bem-estar constante.

Em episódios de crises do sistema intestinal, muitas vezes manifestada com diarreias ou outros desconfortos, a suplementação com probióticos tende a restaurar o equilíbrio do intestino ao repor as bactérias boas perdidas e pode ser uma boa opção para ajudar a reequilibrar não apenas a flora, mas o corpo como um todo.

Quando o intestino está em equilíbrio, há melhora na digestão, na disposição, no sono e até na resposta ao estresse. Por isso, esse eixo é intestino-cérebro é uma via de dois caminhos. Ao cuidar da saúde mental, cuida-se do intestino e vice-versa.

Ref.

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