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Ginecologista alerta que reposição hormonal após a menopausa é essencial para a saúde: riscos de doenças vasculares aumentam de 3 a 10 vezes mais que o câncer quando não é feita

Colatina em Ação por Colatina em Ação
28 de maio de 2025
Em Saúde
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Ginecologista alerta que reposição hormonal após a menopausa é essencial - Foto: Reprodução

Ginecologista alerta que reposição hormonal após a menopausa é essencial - Foto: Reprodução

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Segundo a Doutora Priscila Pyrrho, ginecologista especialista em medicina integrativa, é muito comum estudos apresentarem os riscos da reposição hormonal na perimenopausa e na pós-menopausa. Esses riscos, segundo a médica (câncer de mama, evento cardiovascular etc.) precisam ser contextualizados, principalmente dependendo do tipo de hormônio, da via, da dose e por qual motivo é utilizado.

A menopausa corresponde ao último ciclo menstrual, ou seja, à última menstruação e costuma atingir as mulheres na idade de 45 a 55 anos. Quando ocorre por volta dos 40 anos, é chamada de menopausa prematura ou precoce.

Por ser uma fase inevitável da vida, precisa ser vivenciada com qualidade pois traz muitas mudanças ao organismo da mulher, como:

  • Irregularidades menstruais; 
  • Menstruações mais escassas; 
  • Hemorragias; 
  • Ondas de calor; 
  • Atrofia (enfraquecimento ou afinamento da mucosa) dos órgãos genitais etc. 

Para Priscila, durante essa fase, é indicado que a paciente faça a reposição hormonal, que ajuda a melhorar a saúde de todo o organismo e não apenas do aparelho reprodutivo.

“Existem consequências para a saúde em outros sistemas que não apenas o aparelho reprodutor. A não reposição pode acarretar em alteração metabólica ou cardiovascular, problemas no sistema respiratório e intestinal, pois a repercussão na saúde é sistêmica”, explica.

Importância da reposição hormonal

Priscila defende que os hormônios são tão importantes que, quando uma mulher entra na menopausa precocemente, ou seja, quando ocorre a falência ovariana prematura, há um aumento do risco de doenças crônicas não transmissíveis, como: as doenças cardiovasculares, diabetes, doenças neurológicas degenerativas, síndrome metabólica, entre outras.

# # #

“Estudando esse grupo de mulheres e vendo a repercussão, a gente consegue afirmar que os hormônios têm sim um papel fundamental na nossa longevidade e na nossa qualidade de vida, ajudando a redução do aparecimento de doenças a longo prazo“, explica.

Outro ponto importante para a médica é que, quando não é feita essa reposição, o risco de doenças cardiovasculares aumenta de 3 a 10 vezes mais que o câncer, sendo a principal causa de morte da pós-menopausa.

“O estrogênio é um protetor contra doenças coronarianas e cardiovasculares. Essa reposição hormonal reduz a mortalidade por todas as causas em 30% a 48% quando iniciada precocemente”, alerta.

Outras doenças que podem ser causadas pela falta de reposição, segundo a especialista, são:

  • Dislipidemia, aumento do colesterol ruim e redução do colesterol bom;
  • Aumento do risco de obesidade sistêmica e visceral;
  • Aumento do risco de diabetes e da resistência à insulina;
  • Aumento do risco de síndrome metabólica;
  • Aumento da osteoporose, pois há uma perda óssea de 3% ao ano na pós-menopausa, dobrando o risco de fraturas e até de perda da locomoção com o tempo;
  • Alteração da visão devido à degeneração da mácula do olho;
  • Perda auditiva;
  • Alterações do sistema nervoso central, porque o estrogênio atua na administração cerebral de glicose para a atividade dos neurônios;
  • Risco de depressão, declínio da função cognitiva, perda de memória, demência, doença de Alzheimer e enxaquecas.
  • Aumento de doenças respiratórias, como alergia, rinite, sinusite, asma;
  • Aumento do risco de colite, câncer de cólon e neoplasias ligadas ao intestino; 
  • Aumento de pelos (hirsutismo) em até 39% das mulheres, pela falta de estrogênio;
  • Maior chance de desenvolver alopécia androgenética;
  • Maior incidência de doenças dermatológicas.
Doutora Priscila Pyrrho – Crédito da foto: Karin Schaly

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Tags: hormonalmenopausamestrualmulherperimenopausapós menopausareposiçãoriscos
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