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Saiba a diferença entre Gripe e Síndrome Respiratória Aguda Grave

Colatina em Ação por Colatina em Ação
17 de dezembro de 2021
Em Saúde
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Saiba a diferença entre Gripe e Síndrome Respiratória Aguda Grave - Foto: Reprodução

Saiba a diferença entre Gripe e Síndrome Respiratória Aguda Grave - Foto: Reprodução

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Colatina em Ação – 17 de dezembro de 2021

Saiba a diferença entre Gripe e Síndrome Respiratória Aguda Grave – Foto: Reprodução

Febre, calafrios, dores musculares, tosse, dor de cabeça, corrimento nasal, dor de garganta são sintomas típicos das já conhecidas síndromes gripais, ou a popularmente conhecida gripe. Os casos têm aumentado no Espírito Santo, mas é preciso saber a diferença da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

“É preciso entender que a síndrome gripal, ou a gripe, como é popularmente conhecida, é uma infecção que pode ser causada por diferentes vírus, como o da Influenza, do SARS-CoV-2, adenovírus, rinovírus e que atinge o sistema respiratório. É importante diferenciar que a gripe não necessariamente será causada somente pelo vírus Influenza, pois outros vírus também podem causar a síndrome gripal”, explica a referência estadual da Vigilância da Influenza, da Secretaria da Saúde, a infecto pediatra, Mariana Ribeiro Macedo.

Quando esses sintomas passam a se associar à dispneia (falta de ar), desconforto respiratório, baixa oxigenação no sangue, tem-se o quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Nesse caso, há necessidade de internação do paciente. “Assim como a gripe pode ser causada por diferentes vírus, as SRAG’s também podem, que são os pacientes que evoluem com gravidade devido a um quadro respiratório”, destaca Mariana Macedo.

A profissional ressalta que as síndromes gripais têm medidas de prevenção, que são as vacinas, e lembrou: “seja a gripe por influenza ou a Covid-19, o Estado tem doses disponíveis para a população. Elas são uma forma de proteção para que o cidadão não evolua ao caso grave e ao óbito”.

Além disso, também é essencial destacar as demais medidas de controle, como a utilização de máscaras, a higienização das mãos e distanciamento social, por exemplo.

Vigilância das síndromes gripais

O Ministério da Saúde determinou a implantação de um Sistema de Vigilância Epidemiológica da Influenza em âmbito nacional, incluindo a vigilância de Síndrome Gripal (SG) em Unidades Sentinelas.

Nessas unidades, os casos de síndromes gripais são coletados e encaminhados aos laboratórios centrais para detecção das cepas de circulação, uma vez que é por meio desse serviço que a vacina Influenza é atualizada anualmente – de acordo com cepas do vírus influenza mais comuns em circulação no País.

# # #

“É por esse motivo, e pela diminuição dos anticorpos, que a vacinação contra a Influenza dos grupos prioritários acontece anualmente no Brasil. As unidades sentinelas exercem essa importante função de vigilância das síndromes gripais na elaboração do imunizante da Campanha Nacional da Influenza”, aponta Mariana Ribeiro Macedo.

No Espírito Santo, são nove unidades espalhadas de norte a sul do Estado, que enviam os materiais coletados ao Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES) para pesquisa do vírus e de sua genotipagem. Havendo amostras cujas linhagens das variantes não sejam as já conhecidas, são encaminhadas à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para o sequenciamento.

Cenário das síndromes gripais com a pandemia da Covid-19

A Secretaria da Saúde informa que, anteriormente à pandemia do novo Coronavírus no Brasil, a síndrome gripal não era um agravo de notificação compulsória. Apenas as Síndromes Respiratórias Agudas Graves eram notificadas. 

Em decorrência à pandemia, todos os casos de síndromes gripais passaram a ser considerados casos suspeitos da Covid-19 e encaminhados para testagem. Os casos são notificados e posteriormente confirmados ou descartados. 

Desde a confirmação do primeiro caso da Covid-19 no Estado, pouco mais de 626 mil casos já foram confirmados até o momento, entre os mais de 2,3 milhões de casos suspeitos. Os casos descartados, também considerados síndromes gripais, o diagnóstico é confirmado por meio de amostragem do vírus circulante. 

No Estado, em 2021, os exames analisados pelo Laboratório Central, tem indicado a predominância da Influenza a (subtipo H3N2), entretanto, até o momento, não há confirmação de que a cepa que está circulando no Espírito Santo é a mesma que tem sido observada nos demais estados.  A Sesa aguarda resultados de sequenciamentos genéticos que foram encaminhados para a Fiocruz.

Orientação e cuidados 

A Secretaria da Saúde alerta para o aumento do número de casos de síndromes gripais, em observação ao aumento da procura de serviços de saúde pela população, bem como da demanda de exames de pesquisa de vírus respiratórios recebidos pelo Lacen/ES.

Atualmente, a cobertura vacinal dos grupos prioritários é de 78,6%, sendo a meta de 90%. A Sesa alerta também para a baixa cobertura vacinal na população idosa, de 75,9%, o que pode gerar aumento do número de casos graves da doença, incluindo internações e óbitos.

É importante que a população siga as orientações de cuidados e mantenha os hábitos que previnem infecções respiratórias, como:

– Uso correto de máscara facial;

– Se vacinar contra a Covid-19 e contra a Influenza;

– Usar lenço descartável para higiene nasal;

– Procurar atendimento médico em caso de sintomas gripais;

– Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

– Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

– Manter os ambientes bem ventilados;

– Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe;

– Evitar aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados;

– Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

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Tags: agudacoronavírusgravegripeinfluenzarespiratóriasíndromesragvírus
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