Cidades Cultura Educação

Igreja abre as portas e abriga 70 moradores de rua em São Carlos (SP)

Redação Colatina em Ação – 09/07/2019

Foto: Reprodução

Com a chegada do frio, a Paróquia de São João Batista, em São Carlos (SP), decidiu abrigar os moradores de rua da cidade no salão de festas da igreja, que tem capacidade para 70 pessoas.

A ação foi feita com a ajuda de dezenas de voluntários, que também se dispuseram a preparar lanches para os desabrigados. Uma onda de frio chegou com força no interior paulista, e atingiu seu pico durante o último fim de semana, o que motivou os párocos a abrir as dependências do templo.

Cada uma das pessoas atendidas possui uma história de vida única, mas quase todas não tiveram a oportunidade de planejá-la com mais afinco. “Minha família eu não vejo mais. Meu pai morreu, minha mãe morreu também há 20 anos”, disse Carlito José de Pereira.

Em época de frente fria, a vida dos moradores de rua se torna ainda mais difícil. Sem abrigo, a chuva e a névoa gelada são implacáveis.

“Difícil, quando molha as coisas ainda porque não tem onde guardar, aí tem que deixar em algum lugar, ensacar para dormir na rua de novo”, afirmou Fernando Souza.

Foto: Reprodução

Igreja abre as portas
No sábado (6), a história mudou para estas pessoas. Com a ajuda dos voluntários da Paróquia de São João Batista, elas puderam dormir em um ambiente quente e aconchegante. E mais: “Um guarda aposentado que mora perto do mercado passou avisando que teria uma sopa quente aqui e poderia descansar”, disse Souza.

Cerca de cinquenta voluntários da comunidade se uniram para realizar a ação. Eles se dividiram em turnos e prepararam toda a estrutura para receber a todos.

“Diante dessa demanda que estamos tendo, de um frio bastante severo que a gente já pode sentir nessa noite agora, nós tomamos a iniciativa para oferecer um lugar para essas pessoas dormirem”, explicou o padre João Victor Bulle.

A igreja disponibilizou colchões, cobertores, kits de limpeza e alimentação a cada um. Os voluntários também serviram caldo quente na janta, e pão e bolo no café da manhã.

Larissa Rodrigues, que é moradora de rua, conta que acordou cedo e com um sorriso no rosto para tomar o café da manhã. Ela contou que foi recebida com muita atenção e respeito.

“São poucas pessoas que ajudam, são poucas pessoas que têm um coração bom para ajudar os moradores de rua, é complicado mesmo.”

A madrugada de sábado para domingo foi a mais fria do ano até o momento, e tal gesto de solidariedade e amor ao próximo – vindos na hora certa – proporcionaram mais do que uma bebida quente e um cobertor. “O bom coração das pessoas aquece muito mais”, disse Larissa. Fonte: Razões Para Acreditar / G1/Fotos: Reprodução/EPTV

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.