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Coruja pegou 48 anos e 6 meses de prisão e pagará 100 mil de indenização além das custas processuais


O julgamento lotou o auditório do Salão do Júri do Fórum “Dr. João Cláudio”, em Colatina/ES, nesta quarta-feira (5/06/2019). O réu Edvalter Luiz Fagundes (“Coruja”), de 60 anos de idade, foi condenado a 48 anos e seis meses de prisão (inicialmente em regime fechado) e multa.

O tempo de condenação é o somatório dos 23 anos e três meses por cada homicídio cometido e mais de 2 anos por porte ilegal de arma de fogo. Ele foi julgado pelo Tribunal Popular do Júri por duplo homicídio, que resultou na morte de Wilson Júlio da Silva e Jaine Coelho da Silva. O crime aconteceu em 12 de outubro de 2016, no bairro Nossa Senhora Aparecida.

A juíza que cuida do caso anunciou a sentença perto das 22h, após os sete jurados decidirem pela condenação do réu em todos os quesitos: homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas; e porte ilegal de arma de fogo. O julgamento começou por volta das 13h, quando os jurados ouviram os advogados de defesa e o promotor do Ministério Público Estadual.

A juíza disse que pedirá a manutenção da prisão preventiva do réu, mesmo se houver recurso. A magistrada estipulou ainda uma indenização por danos à família das vítimas, no valor de R$ 100 mil, a ser paga pelo réu. Ele também terá que arcar com as custas processuais.

O Ministério Público Estadual (MPES) ofereceu denúncia em desfavor do acusado, alegando que, na data e local descrito, ele desferiu disparos de arma de fogo contra as vítimas, causando as lesões informadas no laudo cadavérico. O MPES sustentou ainda que o denunciado agiu por motivo fútil e pelo recurso que dificultou a defesa das vítimas, além do crime de porte ilegal de arma de fogo. A denúncia foi acompanhada do inquérito policial instaurado por meio de Portaria, destacando-se o Boletim de Ocorrência, Laudo de Exame Cadavérico e Relatório Conclusivo da Autoridade Policial.  

Foto: Coruja no Comércio no Ceará

Fugiu

Depois de cometer esse crime que chocou os colatinenses na época, Coruja fugiu, mas 2 anos depois ele foi preso na praia de Traíri, no Ceará.

Coruja viveu escondido há meses no balneário  de 30 mil habitantes a 184 km da capital Fortaleza. Ele tocava um mercadinho clandestino no município quando foi preso por agentes da polícia civil cearense. De acordo com Fabrício Bragatto, o suspeito teria habilitado um telefone celular para falar com familiares, o serviço de inteligência identificou o número, rastreou a localização das chamadas que culminou com a prisão dele.

Coruja foi trago para o presídio de Colatina onde aguardou a realização do julgamento que ocorreu nesta quarta-feira(05/06).

Relembrando o caso

Um comentário entre vizinhos por motivo banal teria motivado o duplo assassinato. De acordo testemunhas, Wilson, Jaine e o irmão dela Fernando Coelho estavam na frente de casa quando Edwalter Fagundes tentava tirar o carro da garagem na Rua Michel Zouaim atrás do campo de futebol. Por se tratar de uma rua estreita um comentário em voz alta sobre a capacidade de conduzir o carro teria irritado o motorista.

A irmã e o genro de Coruja confirmaram aos policiais militares que ele entrou em casa e logo a seguir ouviram os estampidos, o acusado com a arma na mão as vítimas caídas. Eles entregaram a arma, um revólver Taurus 38 a polícia. O irmão de Jaine, Fernando ainda tentou deter Coruja mas foi ameaçado.

 Foto: Jaine Coelho da Silva e Vilson Júlio da Silva foram mortos

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