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Ifes de Santa Teresa protesta contra bloqueio do orçamento federal

Estudantes e professores dos ensinos médio e superior do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) de Santa Teresa, região serrana do Estado, realizam uma manifestação na tarde desta terça-feira (7).

Com faixas e carros de som, os manifestantes fecharam a rua em frente ao campus informando aos passantes sobre os prejuízos que a instituição pode ter com o corte de 30% no orçamento anual anunciado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, caso a medida se concretize.

Em nota publicada na última sexta-feira (3), o Ifes informou que bloqueio determinado pelo MEC corresponde a R$ 25 milhões ou 38% do valor total de custeio dos 22 campi capixabas, o que vai impedir o funcionamento das escolas a partir de setembro deste ano.

Para a manifestação desta terça-feira, os alunos do ensino médio tiveram que acelerar o processo de retomada do Grêmio Estudantil, cuja chapa, formada, ainda não havia disputado a eleição. “Instituímos um grêmio provisório e assim que tudo isso passar, vamos fazer a eleição”, informa Martha Alexandre, primeira secretária do Grêmio.

“A nossa escola já sofreu muitos cortes desde 2017. O orçamento, que era onze milhões, passou pra cinco milhões em 2019 e pode reduzir ainda mais se esse bloqueio acontecer”, informa a estudante.

No próximo dia 15, os campi de Santa Teresa, Colatina e Itapina irão se unir num ato maior na Praça do Sol, em Colatina, que, por sua vez, é parte da mobilização nacional dos institutos e universidades federais.

No Espírito Santo, a mobilização é organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pelos grêmios estudantis de cada instituição. Haverá ainda outra concentração dos campi do norte, em São Mateus, e da Grande Vitória, na Capital.

O Ifes atende atualmente 35,6 mil estudantes no Espírito Santo, em cursos de qualificação de trabalhadores, em nível técnico e superior (graduação e pós-graduação), além de formação de professores. O instituto coleciona resultados expressivos em todas as áreas que atua em 109 anos de história, e mantém a esperança de continuar prestando à sociedade uma educação pública, gratuita e de qualidade. Fonte Século Diário.

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